Vazam dados preocupantes envolvendo ministros do STF

Ler na área do assinante

Cinco integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) figuram como sócios de 11 empresas atuantes em áreas como agronegócio, educação, advocacia e gestão imobiliária. A informação consta em um levantamento realizado pelo UOL com base em registros da Receita Federal.

O assunto ganhou maior visibilidade após o ministro Dias Toffoli defender publicamente que magistrados possam ser proprietários de fazendas e participar do quadro societário de empresas, com direito ao recebimento de dividendos. A declaração reacendeu o debate sobre limites legais e éticos da atuação patrimonial de membros do Judiciário.

A discussão ocorre em um contexto de maior escrutínio sobre o Supremo, impulsionado por reportagens recentes que mencionaram relações empresariais do banco Master com parentes de Toffoli e com a esposa do ministro Alexandre de Moraes. Esses episódios ampliaram o interesse público sobre eventuais vínculos econômicos envolvendo integrantes da Corte.

De acordo com o levantamento, não há ilegalidade nas participações identificadas. A Lei Orgânica da Magistratura (Loman) veda que juízes atuem como administradores de empresas, mas não proíbe que sejam sócios. Em nota, o STF afirmou que a legislação é observada pelos ministros.

Gilmar Mendes aparece como sócio da Roxel Participações, holding com capital social de R$ 9,8 milhões. Também integram a sociedade seus filhos, Francisco e Laura Mendes. A Roxel participa do capital do IDP, da MT Crops e da GMF Agropecuária, formando um grupo empresarial com atuação diversificada.

Além disso, Gilmar Mendes mantém vínculo com o IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), instituição que oferece cursos superiores em áreas como Direito, Economia e Administração. O instituto é administrado por Francisco Mendes. Outra empresa do grupo é a MT Crops, sediada em Diamantino (MT), especializada no comércio atacadista de defensivos agrícolas, adubos, fertilizantes e corretivos do solo. O ministro também figura na GMF Agropecuária, propriedade rural em Alto Paraguai (MT) voltada ao cultivo de soja, em sociedade com irmãos e um cunhado.

O ministro Nunes Marques possui registrada a empresa Nunes & Marques Administradora de Imóveis, criada em 2014 com foco na administração patrimonial. Consta como sócios sua irmã, Karine Nunes Marques, e seu filho, Kauan de Carvalho Marques.

Ele também aparece como sócio da Educacional e capacitação Ltda., aberta em junho de 2025, após sua posse no STF, ocorrida em 2020. A empresa é administrada por uma sobrinha do ministro e tem como atividade principal registrada “treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial”. O gabinete de Nunes Marques confirmou a sociedade e informou que a Educacional tem como objeto social exclusivo a realização de palestras, enquanto a Administradora de Imóveis seria destinada à gestão de bens da família.

André Mendonça mantém participação na Integre Cursos e Pesquisa em Estado de Direito e Governança Global, empresa aberta em maio de 2022, poucos meses após sua posse no STF, em dezembro de 2021. A esposa do ministro, Janey Mendonça, figura como sócia.

O ministro também esteve ligado ao Instituto Iter, fundado em novembro de 2023. Inicialmente, o instituto teve como sócios a Integre Cursos, Janey Mendonça e nomes associados ao governo federal, entre eles o ex-ministro da Educação Victor Godoy. Em 2024, a empresa foi transformada em sociedade anônima, passando a constar apenas Victor Godoy nos registros da Receita Federal. Apesar disso, a empresa continuou comercializando palestras de Mendonça. Segundo reportagem de O Estado de S. Paulo, publicada em outubro de 2025, o instituto teria faturado R$ 4,8 milhões em contratos públicos.

Cristiano Zanin surge como sócio da Attma Participações, empresa voltada à gestão de imóveis próprios. A companhia possui capital social de R$ 260 mil e foi constituída em sociedade com a esposa do ministro, Valeska Zanin.

Já Flávio Dino é sócio do IDEJ (Instituto de Estudos Jurídicos), fundado em 2003 sob o nome fantasia “Dínamo Educacional”. A empresa foi criada em parceria com o irmão do ministro, Sálvio Dino Jr., e tem como atividade principal a oferta de cursos preparatórios para concursos públicos. Por meio da assessoria de imprensa do STF, Dino informou que o IDEJ foi fundado há mais de 20 anos.

Uma promoção relâmpado acaba de ser lançada! Um COMBO com cinco livros que abordam os bastidores do poder, decisões judiciais controversas e disputas ideológicas recentes está sendo vendido por apenas R$ 29,90, para alcançar todo o país. Caso queira conhecer os livros e não perder essa oportunidade, clique no link abaixo:

https://conteudoconservador.news/kit-5-livros-digitais/

Aproveite enquanto esses livros ainda estão disponíveis... Nunca se sabe do que a censura é capaz!

da Redação
Ler comentários e comentar
Ler comentários e comentar

Nossas redes sociais

Facebook

Siga nossa página

Seguir página

Twitter

Siga-nos no Twitter

Seguir

YouTube

Inscreva-se no nosso canal

Inscrever-se

Instagram

Siga-nos no Instagram

Seguir

Telegram

Receba as notícias do dia no Telegram

Entrar no canal

Rumble

Inscreva-se no nosso canal

Inscrever-se

Gettr

Siga-nos no Gettr

Seguir

Truth

Siga-nos no Truth

Seguir