URGENTE: CNJ recebe nova denúncia de assédio contra ministro Marco Buzzi
09/02/2026 às 18:43 Denúncias
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu uma segunda denúncia contra o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por crime de assédio. A acusação foi formalizada nesta segunda-feira (9) após depoimento prestado à Corregedoria Nacional de Justiça, que abriu nova reclamação disciplinar contra o magistrado.
A primeira denúncia contra Buzzi foi apresentada por uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro, que relatou ter sido vítima de importunação sexual durante férias em Balneário Camboriú, Santa Catarina, no início de janeiro.
O CNJ informou em comunicado que "segue realizando diligências, com a oitiva, nesta data, de possível vítima de fatos análogos àqueles objeto de procedimento em curso, tendo sido aberta nova reclamação disciplinar para apuração destes novos fatos".
Segundo o relato da primeira denunciante, o incidente ocorreu em 9 de janeiro quando ela tomava banho de mar e o ministro teria tentado agarrá-la repetidamente. Após o ocorrido, a família deixou a residência do magistrado e registrou boletim de ocorrência em São Paulo.
Na semana passada, a primeira vítima prestou depoimento à Corregedoria do CNJ. O STJ abriu uma sindicância na última quarta-feira para investigar a conduta do ministro, que solicitou licença médica de 10 dias após as denúncias se tornarem públicas.
A defesa de Buzzi afirmou em nota que o magistrado "não cometeu qualquer ato impróprio, como será possível demonstrar oportunamente no âmbitos dos procedimentos já instaurados".
Os advogados criticaram o que consideram vazamento de informações. "O vazamento antecipado de informações não checadas, alheias aos canais institucionais e antes mesmo do acesso da defesa aos autos, revela um esforço deliberado de constranger o devido processo legal e influenciar indevidamente futuras decisões judiciais", declarou a defesa.
Os representantes legais do ministro ressaltaram que "até o presente momento, a defesa não teve acesso aos autos, muito embora já tenha apresentado pedido de habilitação desde a semana passada". E acrescentaram: "não há, portanto, qualquer base jurídica ou factual que permita manifestações responsáveis sobre fatos ainda indefinidos — muito menos julgamentos públicos antecipados".
O CNJ destacou que "tais procedimentos tramitam sob sigilo legal, medida indispensável para preservar a intimidade e integridade das pessoas envolvidas e para a adequada condução das investigações". A comissão de sindicância do Superior Tribunal analisará documentos formalizados, incluindo o boletim de ocorrência registrado pela família da primeira denunciante.
As duas denúncias contra o ministro seguem em apuração pelos órgãos competentes. Buzzi é um dos 33 ministros que compõem o STJ, corte responsável por uniformizar a interpretação da lei federal no Brasil.
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da Redação