Eduardo Affonso

É arquiteto no Rio de Janeiro.

A fantástica semelhança entre o PT e as igrejas neopentecostais e entre os crentes e os militantes

Que o PT não é um partido, mas uma seita, até o Palocci concorda.

Falta nos darmos conta de que algumas seitas não são religiões: são um PT.

O fiel sustenta com o dízimo um "pastor" que forja milagres, mente descaradamente, manipula, ludibria e vive como um nababo, enquanto o rebanho pasta.

Troque "fiel" por "militante" - e "pastor" por “a alma mais honesta do país” - e já não se sabe mais se está falando de um partido neopentecostal ou da seita petista.

O PT se gaba de o SUS ser motivo de orgulho, coisa de primeiro mundo, sistema "perto da perfeição".
Mas sua elite se instala é no Sírio e Libanês, que é para onde também correm os "pastores" – os mesmos que curam milagrosamente, num piscar de olhos, num levantar de mãos, os males mais incuráveis.


Essa rede de sanguessugas abre um "templo" em cada esquina - e quanto mais pobre o lugar, mais o negócio prospera.

Exatamente como o PT (e linhas auxiliares), que foi montar sua barraca entre as "minorias", nas periferias do progresso, onde vende mais fácil o terreno (fictício) no céu do Socialismo.
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Seitas trabalham com narrativas sobrenaturais, tão delirantes quanto as ideológicas.
E desenvolvem uma linguagem própria (o dom das línguas ininteligíveis não é exclusividade da finada presidenta work alcoólica).


PT e seitas sabem que estão mentindo.
Militantes e crentes se recusam a admitir que estão sendo enganados.


Não importa quantos "pastores" sejam flagrados aplicando golpes, cometendo abusos. 
Não importa quantos “guerreiros do povo brasileiro” tenham deixado suas digitais no maior assalto já praticado contra o Estado. 


Crentes e militantes seguem aprimorando a Síndrome de Estocolmo.

Fanáticos petistas e pentecostais não roubam só os outros – roubam a si mesmos. 

O roubo é parte do seu método.

Uns fazem lavagem de dinheiro das doações (não contabilizadas) comprando horários em canais de televisão (que pertencem a eles próprios) e que se destinam apenas a aumentar a arrecadação – necessitando mais horários de pregação para lavar mais dinheiro. 

Outros tentam erguer “memoriais da anistia” ou museus de autolouvor – mas mesmo aí a tentação de roubar é mais forte que o cabotinismo.

Nesta quarta-feira (6), professores mineiros que desejam a construção de um memorial dos malefícios da ditadura protestaram contra a condução coercitiva daqueles que desviaram o dinheiro destinado a esse monumento. Será que não percebem a contradição?

Investigue-se algum dos charlatães que expulsam demônios, vendem sabonetes milagrosos ou cobram para fazer lobby junto a uma divindade (charlatães que sabem que não há divindade alguma, ou temeriam ser punidos por sua conduta na última instância de um hipotético juízo final). Os devotos serão os primeiros a protestar contra a expulsão dos vendilhões do templo. Será que não percebem a incoerência?

Não parece haver alforria possível para a escravidão voluntária.


Eduardo Affonso

É arquiteto no Rio de Janeiro.

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