Trump não dá trégua, joga pesado e deixa no escuro 50% das grandes cidades cubanas

Ler na área do assinante

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um bloqueio nos carregamentos de combustível para Cuba, afetando 60% dos cerca de 100 mil barris de petróleo bruto diários necessários para o sistema energético do país. A medida, implementada em janeiro de 2026, reduziu a iluminação noturna em grandes cidades do leste cubano em até 50% em comparação com médias históricas, segundo dados da Bloomberg News.

A crise energética atinge de forma desigual o território cubano. Enquanto cidades como Santiago de Cuba e Holguín enfrentam reduções significativas na iluminação, a capital Havana mantém luz na maior parte de sua região central, onde se concentram instalações industriais, militares e governamentais importantes. A cidade abriga aproximadamente um quinto dos 10 milhões de habitantes do país caribenho.

Imagens de satélite analisadas pela Bloomberg mostram que os subúrbios da capital, como Cojímar e Alamar, também sofrem com a redução na iluminação. Esta disparidade evidencia a priorização das áreas centrais pelo governo do presidente Miguel Díaz-Canel.

A atual crise foi precedida por problemas estruturais no sistema elétrico cubano. Em dezembro de 2025, uma falha na linha de transmissão interrompeu temporariamente a conexão entre Havana e as principais usinas termelétricas localizadas em Matanzas.

O bloqueio de petróleo faz parte da estratégia de Trump para pressionar o regime cubano após sua intervenção na Venezuela. Em 3 de janeiro, forças americanas capturaram Nicolás Maduro em Caracas e o levaram para Nova York para responder por acusações de narcoterrorismo. Após a operação, Trump ordenou ao governo interino venezuelano, liderado por Delcy Rodriguez, a interrupção de todos os envios de energia e financiamento para seus aliados em Havana.

Cuba recebeu uma pequena carga de petróleo em 9 de janeiro, conforme dados da empresa Kpler. O navio-tanque Pastorita, que navega sob bandeira cubana, chegou ao porto de Havana nesta data, em meio à crise energética agravada pela interrupção do envio de petróleo venezuelano.

A Unión Eléctrica, autoridade estatal cubana, confirma que o colapso no fornecimento de energia coincide com a captura do principal aliado de Havana na Venezuela. O México conseguiu entregar apenas uma pequena carga no início de janeiro, mas semanas depois, o presidente americano ameaçou impor tarifas a qualquer nação que fornecesse combustível à ilha.

Como resultado dessas medidas, Havana completa um mês sem receber entregas significativas de combustível. Especialistas estimam que as reservas petrolíferas cubanas sejam suficientes para menos de 20 dias, segundo a Bloomberg, embora não existam dados oficiais disponíveis sobre o real estado dos estoques no país.

Na semana passada, o governo cubano anunciou medidas de contingência para enfrentar a escassez energética. Entre as ações implementadas estão a redução das linhas de transporte público, diminuição da semana de trabalho para quatro dias, fechamento de resorts turísticos e limitação da venda de gasolina apenas para consumidores que possam efetuar pagamentos em dólares americanos.

Trump sustenta que o regime cubano está tão enfraquecido que entrará em colapso naturalmente, justificando o corte de todas as fontes de apoio externo para acelerar esse processo. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel sinalizou abertura para negociações com os Estados Unidos, mas mantém posição quanto à manutenção do sistema de partido único no país. A população cubana enfrenta pressões crescentes resultantes dessa situação.

Estamos sobrevivendo graças a ajuda de nossos assinantes e parceiros comerciais. Para fortalecer a nossa batalha, considere se tornar um assinante, o que lhe dará o direito de assistir o primeiro PODCAST conservador do Brasil e ter acesso exclusivo ao conteúdo da Revista A Verdade, onde os "assuntos proibidos" no Brasil são revelados. Para assinar, clique no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao

SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!

da Redação