O que dizer dos “selfies” dos policiais com Rogério 157?

Não resta qualquer dúvida que o mundo contemporâneo está atravessando uma crise de valores sem precedentes na marcha da civilização.

A repercussão mais grave dessa inversão ou corrupção dos valores reside na sua influência sobre a ética e a moral.  Por tal razão, muitas vezes uns garantem que a crise é mais de ordem moral, não de valores.         

Mas essa discussão é inútil. Dá no mesmo que debater se o ovo veio primeiro que a galinha ou a galinha veio primeiro que o ovo. Sem dúvida o mundo passa por crises tanto de valores, quanto de moral. Os valores negativos ocupam o lugar dos valores positivos e os positivos dos negativos. Os valores-meios tomam o espaço dos valores-fins, e vice-versa. Em síntese, essa é a inversão, a corrupção  da tábua dos valores.

Quando me deparei com as imagens dos policiais do Rio de Janeiro, eufóricos, fotografando a si mesmos na companhia do traficante Rogério157, logo após a sua prisão, como se fossem fãs ao lado do seu herói, ídolo, ou “deus”, pensei estar sonhando um pesadelo ou que meus olhos estavam me enganando.

Ou seria uma miragem? O meliante também participou do cenário como se estivesse gostando e até fez “pose, como “atração” da festa. Esse foi um nítido episódio que caracteriza a corrupção dos valores.

Na verdade essa cena parece estar se adequando exatamente ao que se passa na política, onde a pior escória da sociedade é  eleita para fazer as leis, governar e escolher os juízes dos tribunais superiores que absolverão os bandidos da política no tal “foro privilegiado”. O “endeusamento” pela sociedade do que não presta é a regra. Dá-se na política e agora não mais perdoa nem as operações policiais.

Ora, se os próprios agentes da lei se prestam a esse tipo de papel, o que devemos esperar?

Que futuro maldito nos espera?

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

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