O Mercado Mandrake: A credibilidade das instituições financeiras brasileiras indo para o buraco
17/02/2026 às 10:45 Opinião
Muitos se perguntam onde estava o Conselho de Valores Mobiliários (CVM), no caso do Banco Master, que deixou passar batido os descalabros praticados por Daniel Vorcaro que, ao final de cada trimestre, hipervalorizava os títulos públicos, em carteiras, a modo de fechar balanços de forma fraudulenta.
O que não é divulgado é que o CVM é uma estrutura que perdeu musculatura, tendo hoje cerca de 280 conselheiros para fiscalizar o inteiro Sistema Financeiro nacional e que perdeu metade do orçamento em 10 anos, de cerca R$ 60 milhões para R$ 31 milhões.
Hoje, observada a influência política e jurisdicional no Sistema Financeiro do Brasil, considerada a liquidação pregressa do Banco Santos, entende-se melhor a fragilização do CVM.
João Pedro Nascimento, então presidente do CVM, renunciou a presidência do conselho, ao sofrer pressões políticas para deixar passar sucessivos relatórios que apontavam fraudes e manipulações de balanço e operações no Banco Master, denunciando a interferência política deletéria sobre órgãos reguladores, não somente do Sistema Financeiro nacional.
Não se pense que essa interferência se limite às esquerdas e ao PT, no caso, de Jacques Wagner, do PT baiano, que colocou Vorcaro no gabinete de Lula, por exemplo.
Ciro Nogueira, do União Brasil, envolvido no escândalo até o pescoço, queria porque queria que Nunes Marques relatasse o caso Banco Master, pelo fato de ter sido ele quem indicou o ministro do STF a Jair Messias Bolsonaro.
Explica também do porquê o BRB, dirigido de forma indireta por Ibaneis Rocha, governador do DF, comprou R$ 12 bilhões de títulos fraudados do Banco Master sem checar a origem, a custódia pregressa destes títulos.
Não se pense também que investidores, se é que se pode chamar de investidores, deixaram de comprar títulos ofertados a taxas de 120%, no caso, ofertados pelo BRB, e que acharam compradores, agora, depois da eclosão do escândalo!
De todo e qualquer modo, o que está em jogo é a credibilidade dos bancos e instituições financeiras brasileiras, sem a qual, tudo vai abaixo, sobretudo, em um sistema que parece ser mais gerido por políticos e magistrados, que por banqueiros.
Paulo Emendabili Souza Barros De Carvalhosa.
Estamos sobrevivendo graças a ajuda de nossos assinantes e parceiros comerciais. Para fortalecer a nossa batalha, considere se tornar um assinante, o que lhe dará o direito de assistir o primeiro PODCAST conservador do Brasil e ter acesso exclusivo ao conteúdo da Revista A Verdade, onde os "assuntos proibidos" no Brasil são revelados. Para assinar, clique no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao
SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!
da Redação