André Mendonça dá aula aos colegas ao revelar o que fará com lucros de sua empresa
16/02/2026 às 16:34 Direito e Justiça
O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), informou que eventuais lucros e dividendos de sua empresa, o Instituto Iter, serão integralmente direcionados ao dízimo, a projetos sociais e a iniciativas na área educacional. A declaração foi feita no último dia 8, durante culto na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, na capital paulista, e posteriormente publicada em suas redes sociais.
Pastor na mesma igreja, Mendonça utilizou a passagem bíblica sobre Abraão para contextualizar sua decisão, mencionando que o patriarca “ao mesmo tempo em que parava e construía uma tenda, ele construía um altar de adoração a Deus”. Em seguida, explicou a escolha pessoal envolvendo a empresa da qual é sócio.
“À luz desse texto, eu com a minha esposa e sob as bênçãos dos meus filhos, decidimos que a nossa parte do Instituto Iter será para consagração de um altar a Deus. Tudo aquilo que um dia eu e a Janey fizermos por direito... nós nunca tivemos participação de lucro e resultado. Tudo que ganhei até hoje ali foi para dar aula. Mas tudo que o vier possivelmente a dar de lucro e resultado, vou separar 10% para o dízimo e os 90% restantes serão investidos em obras sociais e educação. Nada será tomado para mim.”
O ministro acrescentou que se sentiria desconfortável “diante de Deus e da igreja” caso subisse ao púlpito em situação que o tornasse “vulnerável diante dos homens”.
“Esse compromisso que faço é mais por meu papel como pastor da igreja, para dar testemunho da igreja. As tendas que Deus vai me dar são do meu salário do Supremo e da minha atividade estrita como professor. Qualquer participação de lucro e resultado será o meu altar diante de Deus, e como testemunho perante a sociedade de que um servo de Deus abre mão de tesouros na Terra para juntar tesouros no Céu”, afirmou.
A manifestação ocorre em um momento em que o STF discute a adoção de um código de ética para seus ministros, além de enfrentar questionamentos públicos sobre rendimentos provenientes de empresas privadas. Pela Lei Orgânica da Magistratura, magistrados podem integrar o quadro societário de empresas como acionistas ou cotistas, mas não podem exercer funções de gestão.
Ao final da pregação, reforçou que a exposição pública amplia a responsabilidade de suas atitudes.
“Mas hoje eventuais tropeços do André, do ministro e do pastor, repercutem em toda a igreja. E eu preciso dar bom testemunho. Eu tenho um compromisso com Deus, meus irmãos, que se um dia for para eu dar mau testemunho, que Deus me leve antes”, afirmou.
Mendonça deu uma "aula" aos colegas...
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da Redação