
CPI do Crime Organizado ignora a fúria de Moraes e mantém a mira apontada para Viviane Barci

17/02/2026 às 15:46 Política

A CPI do Crime Organizado manterá a votação para convocar Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e os irmãos do ministro Dias Toffoli. A decisão foi confirmada pela comissão, mesmo após a Polícia Federal deflagrar operação que investiga quebras ilegais de sigilo de familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal.
O senador Alessandro Vieira, relator da CPI, declarou que o cronograma para votar os requerimentos de convocação permanece inalterado para o próximo dia 25 de fevereiro. Além de Barci, serão votados os pedidos para ouvir José Carlos e José Eugênio, irmãos de Toffoli.
Os requerimentos de convocação apresentados pelo relator baseiam-se em investigações sobre possíveis relações financeiras entre familiares dos ministros do STF e o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro. No caso de Viviane Barci, o pedido menciona um contrato de honorários de R$ 129 milhões com seu escritório de advocacia.
"Documentos preliminares e informações de inteligência financeira" fundamentam as informações sobre esse contrato, segundo Vieira. Já a convocação dos irmãos de Toffoli relaciona-se à venda de participações no Tayayá Aqua Resort para a Arleen Fundo de Investimento, entidade ligada ao Banco Master.
Dias Toffoli deixou a relatoria do caso no STF na quinta-feira (12). A decisão ocorreu após a revelação de que o próprio ministro era sócio da empresa familiar que possuía cotas no resort paranaense mencionado nas investigações.
A operação policial de hoje acontece um dia depois da revelação de que o sigilo fiscal de Viviane Barci teria sido acessado irregularmente, sem autorização judicial. As investigações indicam que o filho de outro ministro do STF também teria tido sua declaração de Imposto de Renda acessada de forma indevida.
As medidas cautelares contra os responsáveis foram autorizadas pelo próprio ministro Alexandre de Moraes no inquérito das fake news, após solicitação da PGR. Os servidores envolvidos sofreram busca e apreensão em seus endereços.
Por determinação de Moraes, os investigados foram afastados de suas funções públicas, tiveram passaportes cancelados e passaram a usar tornozeleira eletrônica. O ministro também ordenou a quebra dos sigilos dos servidores para verificar possíveis pagamentos pelo vazamento dos dados e identificar eventuais mandantes.
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