Acadêmicos de Niterói pressente queda e agora reclama de perseguição

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A escola de samba Acadêmicos de Niterói afirmou estar sofrendo perseguição política após seu desfile que homenageou Lula. A agremiação divulgou nota oficial nesta terça-feira (17) detalhando pressões recebidas durante a preparação para o Carnaval carioca realizado no Rio de Janeiro.

"Mesmo pressionada, não se curvou", declarou a escola no comunicado. A agremiação atribuiu as pressões a "ataques de setores conservadores e, de forma ainda mais grave, de gestores do Carnaval carioca".

O documento denuncia interferências na liberdade criativa da escola durante os preparativos para o evento.

"Houve tentativa de interferência direta na nossa autonomia artística, com pedidos de mudança de enredo, questionamentos sobre a letra do samba e outras ações que buscaram nos enquadrar e nos silenciar", afirmou a Acadêmicos de Niterói.

A apresentação incluiu elementos que remetem ao PT, como fantasias vermelhas com estrelas no peito, sem o número 13. O desfile incorporou o jingle "olê, olê, olá, Lula! Lula!" e apresentou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) caracterizado como palhaço e presidiário.

A primeira-dama Janja da Silva havia confirmado participação no desfile, mas desistiu para evitar possíveis problemas na Justiça Eleitoral. Especialistas consultados apontaram que a apresentação poderia configurar ilícitos eleitorais.

O partido Novo anunciou que entrará com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a inelegibilidade do presidente Lula. Antes do desfile, a oposição já havia recorrido à Justiça alegando propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder.

A escola defendeu sua posição artística no comunicado.

"Resistimos e levamos para a avenida um desfile verdadeiro, potente e coerente com a nossa identidade". A agremiação também manifestou expectativa por "um julgamento justo, técnico e transparente, que respeite o que foi apresentado na avenida e não reproduza perseguições, interesses ou pré-julgamentos".

O ex-presidente Michel Temer (MDB), retratado no desfile arrancando a faixa presidencial de Dilma Rousseff (PT), pronunciou-se sobre o caso por meio de sua assessoria. Ele classificou a homenagem a Lula como "bajulação".

"Não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí", disse Temer em nota. O ex-presidente acrescentou: "A sátira política é parte da tradição do Carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida".

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da Redação