Efeito bumerangue: como a direita está transformando provocações em capital político

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Em 2026, duas tentativas inglórias de ridicularizar Jair Bolsonaro, seus familiares e apoiadores, acabaram fortalecendo exatamente quem se pretendia enfraquecer.

Primeiro, o comediante Murilo Couto criou, com uso de inteligência artificial, a música “Meu Amigo Flávio”, após Flávio passar a segui-lo nas redes sociais. O deboche virou hit, viralizou e foi apropriado por apoiadores como jingle informal. O que era ironia virou propaganda gratuita.

Depois, a Acadêmicos de Niterói, sob o pretexto de homenagear Luiz Inácio Lula da Silva, atacou Bolsonaro e seus apoiadores. Atacou também as famílias cristãs e, em pleno desfile, apresentou uma ala que as representava, de forma ofensiva e desrespeitosa, dentro de latas com os dizeres "família em conserva". A reação foi imediata e massiva.

Milhões de brasileiros passaram a publicar fotos de suas famílias dentro de latas em conserva, demonstrando orgulho de serem cristãos e conservadores.

Resultado: mobilização, engajamento e fortalecimento do discurso conservador. A música saiu do controle do autor. A escola de samba terminou rebaixada.

Duas investidas, dois fracassos. Em vez de desgaste, produziram combustível político. Em 2026, a direita mostrou que sabe transformar ataque em união e discurso político.

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Henrique Alves da Rocha

Coronel da Polícia Militar do Estado de Sergipe.

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