STF estabelece o MEDO e PF intima presidente da associação de auditores da receita a depor

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A Polícia Federal intimou Kleber Cabral, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais (Unafisco), a prestar depoimento nesta sexta-feira (20). A convocação ocorreu após o dirigente fazer declarações públicas sobre as investigações que apuram suposto acesso indevido a dados de ministros do Supremo Tribunal Federal. A audiência será realizada por videoconferência.

A intimação está ligada às declarações de Cabral sobre o caso. As investigações miram um auditor fiscal da Receita Federal e outras três pessoas por possível consulta não autorizada a informações sigilosas de integrantes da Corte.

Na quarta-feira (18), Cabral concedeu entrevista ao SBT News. Ele questionou a condução das apurações. O presidente da Unafisco sugeriu que a investigação poderia ter sido impulsionada pelo interesse do ministro Alexandre de Moraes em identificar a origem da divulgação de informações sobre um contrato da esposa dele, Viviane Barci, com o Banco Master.

"O que me parece dessa história: qual o dado vazado? É o contrato de R$ 129 milhões? Acho que já está claro que esse dado não está na Receita. A Receita não tem o contrato. Não saiu da Receita, saiu de algum outro lugar", afirmou. Cabral declarou que a categoria estava indignada. Ele classificou como "perigoso" exercer a função de auditor fiscal no Brasil.

O dirigente sindical criticou as medidas cautelares aplicadas aos investigados. Entre as restrições impostas está o uso de tornozeleira eletrônica pelos envolvidos na apuração. Cabral contestou a proporcionalidade das medidas adotadas pela Justiça.

"Não tinha processo, não sido aberto sequer um procedimento disciplinar na nossa corregedoria. É muito assustador que isso esteja acontecendo no nosso país", disse.

O presidente da Unafisco defendeu que não houve abertura de procedimento administrativo interno antes das medidas judiciais contra os investigados.

Cabral manifestou convicção sobre a inocência dos auditores envolvidos na investigação.

"Temos absoluta certeza que não tem nenhuma relação com tudo isso que tem sido falado de vazamentos", afirmou o auditor.

Ele argumentou que existe distinção entre acessar dados e vazar informações. Cabral sugeriu que a consulta a sistemas não configura necessariamente divulgação indevida.

O depoimento marcado para esta sexta-feira poderá esclarecer os questionamentos levantados por Cabral sobre a condução do caso. A audiência também abordará suas declarações públicas sobre o inquérito.

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da Redação