
“Calote” de Júnior Lima coloca o cantor em posição constrangedora na Justiça e envolve Xororó

20/02/2026 às 07:25 Tema Livre

O empresário Décio Yoshimoto protocolou nesta quinta-feira (19) um pedido judicial para que testemunhas sejam ouvidas no processo que move contra o cantor Júnior Lima. A solicitação foi apresentada no caso relacionado ao contrato de locação de um imóvel. O pedido ocorreu após o juiz responsável determinar a realização de uma perícia técnica no local.
Yoshimoto move a ação judicial alegando que Júnior rescindiu antecipadamente o contrato de aluguel sem cumprir o prazo mínimo de permanência estabelecido. O cantor justificou a saída do imóvel afirmando que o local era "inabitável" devido a problemas de umidade e bolor que representariam riscos à saúde. O empresário contesta essa versão. Ele busca comprovar que a propriedade estava em condições adequadas durante todo o período contratual.
Na manifestação apresentada ao tribunal, Yoshimoto declarou estar ciente da determinação judicial para realização da perícia técnica. Ele reforçou a importância da produção de provas testemunhais para o esclarecimento dos fatos. O empresário argumenta que os depoimentos são fundamentais para estabelecer as reais condições físicas da propriedade durante a vigência do contrato de locação.
Segundo Yoshimoto, as pessoas que frequentaram a residência enquanto era ocupada pelo artista poderão confirmar que o imóvel não se tornou inabitável. O empresário sustenta que essas testemunhas atestaram que a estrutura da propriedade estava devidamente preservada. A defesa do locador busca demonstrar que não havia problemas estruturais que justificassem o rompimento antecipado do acordo.
O autor da ação afirma que os depoimentos serão importantes para esclarecer em que condições Júnior deixou o imóvel após a devolução das chaves. Yoshimoto alega que a oitiva das testemunhas evidenciará que os danos reportados pelo cantor resultaram de uso inadequado ou de tentativa de esquivar da multa pela rescisão antecipada do contrato. Os depoimentos, segundo ele, complementarão o resultado da perícia técnica determinada pelo juiz.
No início de fevereiro, Yoshimoto havia indicado os nomes de três testemunhas que pretende levar ao tribunal. Na decisão que determinou a realização da perícia, o magistrado observou que os pedidos de produção de prova oral somente serão analisados após a entrega do laudo pericial. A estratégia do empresário combina evidências técnicas e testemunhais para fundamentar sua posição no processo.
O processo foi iniciado pelo empresário após Júnior ter decidido rescindir o contrato de locação antes do término do prazo mínimo acordado. No contrato, figuram como fiadores os pais do cantor, Xororó e Noely. Yoshimoto solicitou judicialmente que Júnior e seus fiadores paguem um débito que totaliza aproximadamente cem mil reais. O valor refere-se às penalidades pela rescisão antecipada e eventuais danos ao imóvel.
A defesa apresentada por Júnior baseia-se na alegação de que o imóvel apresentava umidade e bolor persistentes. O cantor argumenta que essas condições tornariam o local inadequado para moradia. Ele afirma que esses problemas eram danosos à saúde. Júnior sustenta que tais condições justificariam a rescisão contratual sem o pagamento das multas previstas. A perícia determinada pelo juiz deverá avaliar tecnicamente essas alegações e as condições reais da propriedade.
O caso aguarda agora a realização da perícia técnica no imóvel. O exame deverá analisar as condições estruturais da propriedade e verificar a existência dos problemas alegados por Júnior. Após a entrega do laudo pericial, o juiz analisará o pedido de oitiva das testemunhas apresentado por Yoshimoto. A combinação dessas provas será determinante para o desfecho do processo que envolve o cantor e sua família.
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