Presidente do sindicato de auditores é ouvido na PF na condição de “investigado”, diz Unafisco
20/02/2026 às 19:53 Política
Kléber Cabral, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), prestou depoimento à Polícia Federal como investigado. A oitiva aconteceu nesta sexta-feira (20) no contexto do inquérito das Fake News. A própria Unafisco divulgou nota confirmando o depoimento.
O depoimento foi realizado de forma remota.
"O presidente da Unafisco Nacional, auditor-fiscal Kléber Cabral, prestou depoimento hoje, de modo remoto, à Polícia Federal. Ele foi ouvido na condição de investigado no âmbito do chamado Inquérito das Fake News, apenas em razão das declarações concedidas à imprensa na quarta-feira, 18 de fevereiro", afirmou a entidade em comunicado oficial.
Os questionamentos feitos pelos investigadores da Polícia Federal se voltaram para as manifestações que Cabral havia concedido a órgãos de imprensa. A associação não revelou pormenores sobre o que foi tratado durante a oitiva em razão do sigilo processual.
O inquérito das Fake News incorporou uma auditoria nos sistemas da Receita Federal após solicitação do ministro Alexandre de Moraes. Moraes é relator do caso no Supremo Tribunal Federal. A apuração investiga acessos não autorizados a informações fiscais protegidas por sigilo de ministros da corte e seus parentes.
A Receita Federal já identificou quatro funcionários por consultas irregulares ao sistema. Na terça-feira da semana passada, esses quatro servidores foram alvos de uma ação da Polícia Federal. Após essa operação, Cabral deu entrevistas a diferentes meios de comunicação.
Cabral buscava esclarecer a situação de Ricardo Mansano de Moraes. Ele é o único auditor entre os quatro investigados. Nas entrevistas, o presidente da Unafisco também fez declarações sobre o andamento da investigação.
Antes de ser convocado para depor, Cabral disse que as medidas cautelares determinadas por Moraes eram "desproporcionais". As providências foram adotadas após solicitação da Procuradoria-Geral da República. O presidente da Unafisco afirmou que as ações tinham caráter "intimidatório".
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da Redação