
Mulher é encontrada morta e foto pode complicar o marido, um coronel da PM de São Paulo

21/02/2026 às 06:40 Polícia

A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça. O fato ocorreu na manhã de quarta-feira (18) em um apartamento na região central de São Paulo. Gisele era casada com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, também da PM paulista.
O caso foi registrado inicialmente como suicídio consumado no 8º Distrito Policial, no Brás. A investigação passou a incluir apuração de morte suspeita após familiares da vítima contestarem a versão inicial.
Segundo o boletim de ocorrência, Geraldo declarou que estava no banheiro quando ouviu um barulho. Ao sair, teria encontrado a esposa caída no chão, sangrando, com a arma na mão. A soldado foi transportada ao Hospital das Clínicas. Ela não resistiu aos ferimentos. Gisele deixa uma filha de sete anos de relacionamento anterior.
O tenente-coronel afirmou em depoimento que o casal enfrentava período de instabilidade no relacionamento. Ele atribuiu a crise a suspeitas que considera sem fundamento de que manteria relacionamentos extraconjugais.
Geraldo informou às autoridades que conheceu Gisele em 2021. O namoro começou em 2023. O casamento foi oficializado em 2024. A partir de 2025, o relaçionamento passou a ser "conturbado", segundo o oficial.
O tenente-coronel alegou que subordinados seus teriam feito denúncias anônimas falsas à Corregedoria da PM "por vingança". As denúncias apontavam que ele manteria relacionamento extraconjugal e se encontraria com uma amante durante o horário de serviço. Conforme a versão de Geraldo, montagens produzidas com auxílio de inteligência artificial foram enviadas para Gisele. Isso teria gerado "discussões constantes" no casal.
No dia 13 de fevereiro, cinco dias antes da morte, Gisele teria manifestado o desejo de se divorciar. Em 17 de fevereiro, um dia antes do ocorrido, o casal teria tido nova discussão. Desta vez, a discussão foi motivada por suposto ciúmes da policial, segundo a versão do tenente-coronel.
Na manhã de quarta-feira, por volta das 7h, Geraldo afirmou ter ido até o quarto da esposa para propor que seguissem com o processo de divórcio. O casal dormia em quartos separados, conforme declaração do oficial.
O tenente-coronel teria entrado no banheiro para tomar banho. Ele ouviu um barulho forte. Ao abrir a porta do banheiro, Geraldo declarou ter encontrado Gisele no chão, sangrando. Ele acionou o resgate imediatamente.
A mãe de Gisele apresentou versão diferente em seu depoimento à polícia. Ela afirmou que o ciúmes no relacionamento partia do tenente-coronel. A mulher descreveu o genro como pessoa "abusiva e excessivamente violenta impondo restrições ao comportamento de Gisele, proibindo-a de usar batom, salto alto e perfume, além de exigir o cumprimento rigoroso de diversas tarefas domésticas".
Segundo a mãe da vítima, quando Gisele mencionou o desejo de se divorciar, teria recebido uma fotografia do marido. Na imagem, ele "aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça". A fotografia foi encaminhada pela própria Gisele para a mãe. A imagem será apresentada às autoridades policiais.
Nos dias que antecederam a morte, a mãe de Gisele recebeu ligação da filha chorando intensamente. Na conversa, a policial reafirmou que desejava a separação. Ela pediu ao pai que a buscasse no apartamento onde residia com o tenente-coronel. Apesar da manifestação inicial, Gisele teria mudado de ideia posteriormente. Ela permaneceu no local.
José Miguel Júnior, advogado da família de Gisele, informou que a fotografia do tenente-coronel com a arma apontada para a própria cabeça será encaminhada à polícia. Outros documentos que comprovariam comportamento abusivo do oficial também serão apresentados às autoridades.
"Ele era doente de ciúme, fazia chantagem emocionais com ela, a afastou do convívio dos familiares. São uma série de fatores que caminham para um feminicídio. Nós vamos auxiliar dentro do inquérito policial, junto também ao Ministério Público, vamos tomar todas as providências para que realmente se venha à prova tudo o que aconteceu", afirmou José Miguel Júnior.
A Secretaria de Segurança Pública divulgou nota sobre o andamento das investigações. Segundo o órgão, o caso foi inicialmente registrado como suicídio consumado no 8º Distrito Policial. Posteriormente foi incluída a natureza de morte suspeita para apurar as circunstâncias do óbito da vítima. Conforme a pasta, diligências estão em andamento.
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