O Plano global do islamismo

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O Oriente Médio é uma região marcada pela predominância do islamismo. Israel ocupa apenas 0,3% da área total, com cerca de 22 mil km² de extensão territorial.

Em contraste, o Oriente Médio soma aproximadamente 7 milhões de km², dos quais 90% da população é muçulmana. Os judeus representam cerca de 3% da população regional, concentrados majoritariamente em Israel. Mesmo dentro de Israel, cerca de 20% da população é islâmica.

Há cerca de 15 a 16 milhões de judeus em todo o mundo, o que corresponde a aproximadamente 0,2% da população global.

É importante destacar que o extremismo islâmico não representa a totalidade dos muçulmanos, mas sim grupos específicos que buscam a implantação de um califado. Esses grupos extremistas estão presentes em diversos países, inclusive no Brasil, onde recentemente a Polícia Federal prendeu uma pessoa ligada ao Estado Islâmico.

A população islâmica, em geral, apenas mantém a engrenagem do Alcorão em funcionamento.

Segundo reportagem da CNN Brasil:

“Derivado da Al-Qaeda no Iraque, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante é um grupo salafista jihadista considerado terrorista pela ONU. Seu objetivo é formar um califado, um regime governado por um califa, considerado sucessor de Maomé. O ISIL é responsável por diversas violações de direitos humanos, como assassinatos sistemáticos, tráfico de pessoas e violência sexual.”

PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA

Nos países islâmicos ou sob forte influência do islamismo, há perseguição contra judeus e cristãos. A organização Portas Abertas Brasil (Open Doors International) aponta que mais de 388 milhões de cristãos enfrentam altos níveis de perseguição e discriminação por causa da fé — ou seja, um em cada sete cristãos no mundo.

Entre os países mais severos contra cristãos estão: Coreia do Norte, Somália, Iêmen, Sudão, Eritreia, Síria, Nigéria, Paquistão, Líbia e Irã. Além deles, outros 40 países compõem a lista dos 50 mais hostis, incluindo Afeganistão, Índia, Arábia Saudita, China, Cuba, Turquia, Egito e México.

A lista completa dos 50 países que fazem parte é apresentada a seguir:

Coreia do Norte, Somália, Iêmen, Sudão, Eritreia, Síria, Nigéria, Paquistão, Líbia, Irã, Afeganistão, Índia, Arábia Saudita, Mianmar, Mali, Burkina Faso, China, Iraque, Maldivas, Argélia, Mauritânia, República Centro-Africana, Marrocos, Cuba, Uzbequistão, Níger, Tajiquistão, Laos, Rep. Dem. do Congo, México, Tunísia, Nicarágua, Bangladesh, Butão, Turcomenistão, Etiópia, Camarões, Omã, Moçambique, Quirguistão, Turquia, Egito, Comores, Catar, Cazaquistão, Nepal, Colômbia, Chade, Jordânia e  Brunei.

O ISLAMISMO NA EUROPA

Na Europa, o islamismo cresce rapidamente, impulsionado pela imigração e altas taxas de natalidade. Segundo o jornal alemão DW, existem cerca de 45 milhões de muçulmanos na Europa, tornando o islamismo a segunda maior religião, atrás apenas do cristianismo, e a que mais cresce no continente.

Está se configurando uma espécie de novo império turco-otomano, mais amplo e poderoso, consolidando-se com países da Ásia e do Oriente Médio e transformando o islamismo em uma força religiosa e política de alcance global.

Em contrapartida, a população judaica é significativamente menor. De acordo com o Pew Research Center, em 2020 havia aproximadamente 460 mil judeus na França, 300 mil no Reino Unido, 120 mil na Alemanha e 13 mil na Espanha. No total, estima-se entre 1,3 e 1,5 milhão de judeus em toda a Europa — o que representa apenas 2,9% a 3,3% da população muçulmana europeia.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O cenário atual aponta para tentativas de criação de um califado na Europa, apoiadas por setores progressistas e pela força demográfica islâmica. Essa transformação poderia gerar tensões sem precedentes, forçando comunidades judaicas a fugirem de forma abrupta e provocando o aumento da violência, das mortes, dos pogroms e da perseguição.

Mais de 150 nações já se posicionaram contra Israel em apoio à causa palestina, o que reforça a ideia de um isolamento político e religioso do Estado judeu.

Esse processo pode resultar em migrações em massa (Alyah), perdas econômicas e sociais, além de episódios de violência que ecoariam em outras regiões, como Estados Unidos e Brasil.

Apesar desse panorama desafiador, a história mostra que o povo judeu prevalecerá.

Silas Anastácio

Fundador do Ministério Davar, desempenha papel estratégico nos bastidores da mídia evangélica. Colabora com instituições judaicas, trazendo mais de uma década de experiência no engajamento com temas relacionados a Israel e à comunidade judaica no Brasil.

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