Alcolumbre perde o seu grande trunfo e desta vez não vai contar com "mão amiga"

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Próximo a Daniel Vorcaro, o senador Davi Alcolumbre anda extremamente preocupado, notadamente depois que o ministro André Mendonça assumiu a relatoria do caso Master.

Para complicar ainda mais a sua situação, o presidente do senado também tem um ex-assessor envolvido até o pescoço no caso da farra do INSS. Está prestes a virar alvo.

No caso da farra do INSS, a CPMI já identificou repasses de 3 milhões de reais do Careca do INSS para um ex-assessor do senador e existe a fundada suspeita de que o sigilo imposto por Alcolumbre às entradas do lobista no Congresso tenha como objetivo blindá-lo de vínculos com o personagem central da fraude contra pensionistas.

Por outro lado, na questão do caso Master, o ministro André Mendonça tirou do senador seu principal trunfo, determinando que a Polícia Federal envie à comissão de inquérito dados como o acervo contido no telefone celular de Vorcaro e informações recolhidas das quebras de sigilo fiscal, bancário e telemático do banqueiro.

A Revista Veja anotou o seguinte:

“Notório pela capacidade de sobreviver a escândalos políticos – desde o esquema de rachadinha em seu próprio gabinete, revelado por VEJA em 2019, até apurações sobre desvios milionários de emendas parlamentares a cargo da Operação Overclean – Alcolumbre tem uma relação conflituosa com o ministro André Mendonça, a quem cabe, entre outras coisas, acessar a lista de políticos com vínculos com o ex-dono do Master, analisar eventuais crimes de políticos em parceria com o empresário e escrutinar todas as provas que Polícia Federal, Ministério Público e Banco Central reuniram contra a instituição financeira, seus dirigentes e cúmplices.
Quando foi indicado ao STF em 2021, o ministro teve de aguardar quatro meses antes de ter o nome confirmado porque o senador, que comandava a comissão onde a sabatina ocorreria, trabalhava abertamente para emplacar no cargo o nome do então procurador Augusto Aras, tido como benevolente com o mundo político.
Na época, o ministro tinha a convicção de que sua cabeça havia sido colocada a prêmio como forma de pressão porque Alcolumbre também tinha planos de ser nomeado ministro do governo Bolsonaro ou líder da situação no Congresso, o que nunca se consolidou. A interlocutores, Mendonça diz hoje não guardar ressentimentos dos episódios do passado. Se isso vai ser suficiente para amainar as preocupações do senador, só o tempo será capaz de dizer.”

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da Redação