
Senado: Jair Bolsonaro declarou e o canibalismo político começou. O eleitor deve mirar também em quem não pode se eleger

23/02/2026 às 06:00 Opinião

“Me deem 50% da Câmara e do Senado que eu mudo o destino do Brasil.” Esta foi uma das mais importantes declarações dadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e sempre dando ênfase à eleição do presidente do Senado Federal, quando dizia que este cargo é o mais significativo da república.
Já sabemos que o país está mergulhado neste caos, muito por causa da postura dos presidentes do Senado, nos últimos sete anos, nas mãos de apenas dois malfeitores da democracia; Davi Alcolumbre (2019/2020), Rodrigo Pacheco (2021/2024) e, novamente Alcolumbre (2025/2026).
Percebemos quão importante é a declaração do Bolsonaro, quando nos deparamos com a realidade. Estas duas figuras nefastas, Alcolumbre e Pacheco, são culpados, e cúmplices, desta ordem autoritária que se abateu sobre o Brasil e os brasileiros. São as bundas podres destes dois elementos, que se sentaram sobre os inúmeros pedidos de impedimentos de ministros do STF, fomentando as arbitrariedades, covardias e crimes que vem da mais alta corte do país. Se homens fossem, muita injustiça poderia ter sido evitada.
E é neste sentido, e sob esta ótica política, que a corrida eleitoral para ocupar as cadeiras do Senado brasileiro, está criando um ciclo canibal dentro do espectro conservador, que traz à tona a ganância pelo poder. No fundo, no fundo, esta ala que prefere devorar alguém da própria raça, se une àqueles, os esquerdistas, que também querem abocanhar um naco carnudo do adversário político. Ou seja, a direita vira esquerda. Ipsis litteris!
Se não bastasse isso, essa disputa na alma da direita tira votos suculentos do seu próprio espectro, e ainda abre caminho para que a esquerda ocupe o espaço, cooptando eleitores indecisos, encaminhando nomes sabidamente malditos para a sociedade.
Temos vários estados no país com cenário crítico quanto ao domínio que maus políticos exercem sobre o eleitorado, como no Amapá, na Bahia e em Alagoas, por exemplo.
Claramente, isso pode ser detectado quando assistimos pré-candidaturas consolidadas em Santa Catarina - Carlos Bolsonaro e Carol de Toni, sofrerem intervenção interna, de figuras com influência nacional, e que se acomodam com a falta de candidatos de direita em estados como a Bahia e Amapá. Por causa dessa inércia, certamente, a esquerda pode emplacar 4 senadores.
Enquanto esse canibalismo baba e vocifera, tentando vitimar pré-candidaturas naturais e promissoras, como a da jornalista Cristina Graeml no Paraná, dos deputados federais Carol de Toni em Santa Catarina e Marcel Van Hattem no Rio Grande do Sul, e do ex-ministro Gílson Machado em Pernambuco, entre outros, eles têm que se desdobrar para lutar, também, contra os caninos afiados de bestas-feras inconsequentes. Este aspecto da disputa contra a esquerda fica esquecido. Resultado: a esquerda pode nadar de braçada nessa onda!
Ainda que de positivo, podemos constatar que a cada dia, as pré-candidaturas se fortalecem, porque o eleitor está mais atento e com uma visão política mais consciente.
Cabe agora ao eleitor firmar este fortalecimento, afinar sua percepção e não dar margem para este aspecto prejudicial da luta do bem contra o mal.
E isso não é difícil, pois tem senadores, que tentarão reeleição, que basta ver seu nome para dar a resposta na urna e rechaçá-los firmemente. Passaram oito anos fazendo o pior para a sociedade e para os brasileiros. Aliando-se a criminosos e ao que há de pior na política, esses caras são a excrescência da humanidade. Não se deixem enganar mais.
Eis alguns deles, alguns já como pré-candidatos:

Alexandre Siqueira
Vice-presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Independente e Afiliados - AJOIA Brasil - Colunista Jornal da Cidade Online - Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo..., da série Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! Visite: http://livrariafactus.com.br








