AO VIVO: Caos toma conta do México e a barbárie tem uma responsável (veja o vídeo)

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O México voltou a viver cenas que mais parecem de um país em guerra. Rodovias bloqueadas, veículos incendiados, confrontos armados, cidades paralisadas e população em pânico. O estopim foi a morte de “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación.

Mas o caos que se instalou não surgiu do nada. Ele é consequência de uma política de segurança que, nos últimos anos, evitou o enfrentamento direto com o narcoterrorismo.

E no comando dessa estratégia está a presidente Claudia Sheinbaum.

A HERANÇA DA POLÍTICA DE “CONTENÇÃO SEM CONFRONTO”

Claudia Sheinbaum assumiu a Presidência mantendo a linha de atuação que já vinha sendo aplicada no México: reduzir confrontos diretos sob o argumento de diminuir a violência estrutural e investir em programas sociais como solução de longo prazo.

O discurso era de pacificação.

Na prática, porém, os cartéis continuaram expandindo influência territorial, capacidade financeira e poder bélico.

O que estamos vendo agora é o reflexo disso.

Quando um único líder é morto e, em poucas horas, organizações criminosas conseguem incendiar cidades, bloquear estradas e espalhar medo coordenadamente, isso revela algo preocupante: o Estado não havia retomado o controle real do território.

NÃO É SÓ CRIME. É DEMONSTRAÇÃO DE PODER

Os ataques após a morte de El Mencho não foram aleatórios.

Foram coordenados.

Foram estratégicos.

Foram simbólicos.

Houve bloqueios simultâneos, queima de veículos em pontos-chave e paralisação de regiões inteiras. Isso não é apenas reação emocional de criminosos. É uma mensagem clara: “Nós ainda estamos aqui.”

E se ainda estão com essa força, é porque tiveram espaço para se estruturar.

A RESPONSABILIDADE POLÍTICA DE CLAUDIA SHEINBAUM

Governar é assumir consequências. Claudia Sheinbaum não pode alegar surpresa diante da reação violenta. O poder do cartel era conhecido. A capacidade de retaliação era previsível.

A pergunta que ecoa é simples: havia um plano sólido para o dia seguinte?

Se o governo sabia da dimensão do CJNG, por que as cidades ficaram vulneráveis?

Se havia inteligência prévia, por que a resposta não foi imediata e massiva?

Eliminar um chefe não significa desmantelar uma organização. Se a estrutura permanece intacta, a violência apenas se redistribui.

E isso é responsabilidade da estratégia de segurança adotada.

O MÉXICO DIANTE DE UMA ESCOLHA

O país agora enfrenta um momento decisivo. Ou endurece a política de combate ao narcoterrorismo, com presença territorial permanente e inteligência contínua, ou continuará reagindo a crises que poderiam ter sido prevenidas.

O que aconteceu após a morte de El Mencho não é apenas um episódio isolado. É um sinal.

Um sinal de que o enfrentamento ao narcoterrorismo foi insuficiente. E quando o Estado hesita, o crime avança.

Hoje, o México paga o preço dessa hesitação.

Veja o vídeo:

Foto de Emílio Kerber Filho

Emílio Kerber Filho

Escritor e Estrategista Político. Autor do livro: 20 Dias para a Vitória: Os bastidores de uma campanha surpreendente e as estratégias que levaram à vitória eleitoral