Sindicato de professores é acionado por permitir ato de exaltação ao Hamas (veja o vídeo)

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ajuizou ação de danos morais coletivos contra o Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), após a entidade ceder seu auditório para um evento organizado pelo Partido da Causa Operária (PCO), em 7 de outubro de 2025.

Segundo a ação, o ato teria apresentado “conteúdo antissemita e de exaltação” ao ataque do grupo Hamas, extrapolando os limites da liberdade de expressão. Durante o encontro, também foi defendido o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com Israel.

A advogada Tamara Segal analisa o caso e destaca que o dano moral coletivo ocorre quando há violação injusta e intolerável de valores fundamentais da sociedade, indo além da esfera individual.

Nesse tipo de ação, a indenização não é destinada às vítimas específicas, mas revertida a fundos públicos, com o objetivo de punir o ofensor, prevenir novas condutas e reparar o bem social.

Segal ressalta, contudo, que no Brasil o apoio ao Hamas não é tipificado como crime. Para ela, deveria haver responsabilização penal individual dos participantes.

“Infelizmente, a luta dos judeus contra o antissemitismo ainda é solitária, mas precisa continuar”, afirma.

Vídeo de apoiadores do Hamas:

 

Fonte:

https://veja.abril.com.br/brasil/ministerio-publico-pede-r-120-mil-a-sindicato-de-professores-por-at...

https://causaoperaria.org.br/2024/ministerio-publico-defender-o-hamas-no-brasil-nao-e-crime/

Foto de Silas Anastácio

Silas Anastácio

Fundador do Ministério Davar, desempenha papel estratégico nos bastidores da mídia evangélica. Colabora com instituições judaicas, trazendo mais de uma década de experiência no engajamento com temas relacionados a Israel e à comunidade judaica no Brasil.