
Ex-jogador do Santos, ex-goleiro finalista da Libertadores e dirigentes de futebol são presos por tráfico de drogas

24/02/2026 às 13:45 Internacional

Autoridades paraguaias prenderam Víctor Hugo Centurión, ex-goleiro do Club Olimpia. Ele é acusado de participar da logística de uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas. A detenção ocorreu durante a Operação Nexus II. A operação investiga um suposto esquema envolvendo ex-jogadores de futebol, um ex-dirigente esportivo e outras cinco pessoas por tráfico de entorpecentes e lavagem de dinheiro.
Além de Centurión, foram presos Luis Miguel Molinas Brítez e Julio César Manzur. Dionisio Manuel Cáceres e Diego Benítez permanecem foragidos.
A investigação aponta que Centurión teria atuado na estrutura operacional de uma rede criminosa ligada ao uruguaio Sebastián Marset. As autoridades identificam Marset como narcotraficante de alto escalão. Conforme o Ministério Público, o ex-goleiro seria encarregado de organizar transportes, aeronaves, combustível de aviação e peças para manutenção dos veículos utilizados pelo grupo criminoso.
A denúncia indica que Centurión se valia de sua carreira no futebol para estabelecer contatos com outros grupos criminosos. Segundo a acusação, ele negociava grandes remessas de entorpecentes. O ex-atleta participava de esquemas de movimentação internacional de dinheiro. Ele utilizava sua reputação no meio esportivo como facilitador dessas operações ilícitas.
Luis Miguel Molinas Brítez, conhecido como "Moli", também foi detido durante a operação. Ex-jogador de futsal do Cerro Porteño, ele foi preso em Assunção. As investigações apontam que Molinas Brítez funcionava como elo entre integrantes da organização que estão dentro e fora do sistema prisional. Ele facilitava a comunicação e coordenação das atividades criminosas.
Entre os acusados que permanecem foragidos está Dionisio Manuel Cáceres, ex-diretor esportivo do Rubio Ñu. De acordo com a denúncia, Cáceres teria organizado reuniões para facilitar negociações envolvendo grandes quantidades de drogas. A acusação afirma que ele levava Centurión a esses encontros. O ex-goleiro era "respeitado por ter sido finalista da Libertadores com o Olimpia". Isso conferia credibilidade às tratativas criminosas.
As investigações revelam que os suspeitos viajaram até a cidade de Capitán Bado para encontros com integrantes de outra facção criminosa. Essas reuniões teriam como objetivo estabelecer acordos para o transporte e distribuição de entorpecentes. O grupo investigado ampliava sua rede de atuação.
Julio César Manzur, ex-jogador da seleção paraguaia e medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, também foi preso durante a operação. Manzur teve passagem pelo Santos Futebol Clube em 2006. O ex-atleta foi companheiro de Centurión no Olimpia que chegou à final da Copa Libertadores de 2013. Isso evidencia a conexão entre os dois no ambiente futebolístico.
A Operação Nexus II busca desarticular uma estrutura de tráfico supostamente liderada por Sebastián Marset. O uruguaio atuou no futebol paraguaio em 2021. Ele defendeu o Deportivo Capiatá. Marset está foragido. Ele é procurado por tráfico e lavagem de dinheiro em diversos países. As autoridades o consideram uma figura central na rede criminosa investigada.
Diego Benítez, ex-dirigente ligado ao Olimpia, também aparece nas investigações. Ele é apontado como envolvido em esquemas de tráfico internacional. Benítez é acusado de conexão com apreensões de toneladas de cocaína em portos europeus. Ele está foragido. As autoridades paraguaias o procuram.
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