
O jogo de cena do STF na questão dos “penduricalhos”. O real objetivo é outro

25/02/2026 às 07:40 Opinião

De repente, e não mais que de repente, o STF resolve dar um fim aos “penduricalhos” do Poder Judiciário. Coincidentemente, os dois ministros que lideram o movimento são Flávio Dino e Gilmar Mendes. Gilmar destacou de Dino o seu “perfil político bem desenhado” na época de sua indicação, como uma característica bem-vinda em um ministro da Suprema Corte.
É de política, portanto, que se trata. Só assim se explica o momento escolhido, em que o STF está na boca do povo. Nada como uma pauta popular como cortina de fumaça. Enquanto os jornais e a sociedade se entretém discutindo “penduricalhos”, as aventuras com o Banco Master tendem a cair no esquecimento.
Tudo isso é jogo de cena. Não há o menor risco de juízes e procuradores terem seus vencimentos atuais reduzidos. Nem todos podem contar com uma instituição de ensino ou um resort ou um escritório de advocacia que lhes paguem polpudos dividendos, então esqueçam essa história. Isso virou pauta somente para distrair o povo. Daqui a pouco, cai no esquecimento também, e tudo volta à normalidade das instituições brasileiras.
Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.
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