Delação revela o primeiro "nome" de dentro do Governo Lula
27/02/2026 às 09:55 Direito e Justiça
O ex-ministro da Previdência Social do Governo Lula, Carlos Lupi (PDT), foi mencionado em acordos de colaboração firmados por antigos dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os depoimentos foram prestados pelo ex-procurador do órgão, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, e pelo ex-diretor de Benefícios André Fidelis.
Um dos anexos das delações trata da atuação de Lupi enquanto chefiava o Ministério da Previdência no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Conforme os relatos, o período coincide com a investigação sobre descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas, esquema que ficou conhecido como “Farra do INSS”.
Lupi tomou posse na Previdência em janeiro de 2023, durante a cerimônia de início do atual mandato presidencial, e deixou o cargo em maio de 2025. A exoneração ocorreu nove dias após a Polícia Federal deflagrar a primeira fase da Operação Sem Desconto, que resultou na prisão de integrantes da cúpula do INSS. À época, o então ministro teria atuado em defesa de investigados, movimento que provocou desgaste político para o governo.
Durante sua gestão, Lupi saiu em defesa pública do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Segundo apuração da Polícia Federal, Stefanutto teria recebido pagamentos mensais de R$ 250 mil entre junho de 2023 e setembro de 2024, período em que Lupi permanecia no comando da pasta. Ao comentar a indicação, o ministro declarou:
“A indicação do Stefanutto é de minha inteira responsabilidade. Doutor Stefanutto é um servidor que — até o presente momento — tem me dado todas as demonstrações de ser exemplar”.
Diante da resistência interna e da repercussão negativa, coube ao próprio presidente Lula formalizar a exoneração de Stefanutto.
Outra indicação atribuída a Lupi foi a de Adroaldo Portal, jornalista que atuou como assessor da bancada do PDT na Câmara dos Deputados. Portal assumiu o posto de número dois da Previdência após a saída do ministro e permaneceu na função até dezembro passado, quando foi alvo da Operação Sem Desconto e teve prisão domiciliar decretada.
As investigações também alcançaram o núcleo sindical ligado ao caso. Lupi mantinha relação pessoal com a advogada Tônia Galleti, ex-coordenadora jurídica do Sindnapi, entidade vinculada à Força Sindical. Familiares de dirigentes do sindicato — inclusive parentes de Tônia — teriam recebido ao menos R$ 8,2 milhões da entidade, conforme apurado.
De acordo com as informações reunidas, o ex-ministro foi alertado repetidas vezes sobre a escalada dos descontos aplicados aos benefícios. Ainda assim, teria levado cerca de um ano para adotar providências administrativas. Nesse intervalo, os valores descontados ilegalmente saltaram de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões.
Delações também mencionam Lulinha
Os acordos de colaboração de Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis também citaram Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente. Os delatores detalharam a suposta participação de agentes políticos na estrutura investigada.
A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento com o esquema e informou ter solicitado acesso integral aos autos. Em janeiro, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, determinou a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do empresário.
Além dos dois colaboradores formais, Edson Claro relatou à Polícia Federal informações sobre a relação entre Lulinha e seu antigo superior. Ele prestou esclarecimentos na condição de colaborador, sem acordo de delação, e não figura como investigado.
A repercussão das apurações provocou tensão no Congresso. Parlamentares da CPMI do INSS chegaram a trocar agressões físicas após a oposição aprovar a quebra de sigilos de Lulinha, em sessão realizada na quinta-feira (26/3).
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da Redação