
Laudo pericial após exumação do cão Orelha causa reviravolta no caso

03/03/2026 às 10:49 Direito e Justiça

A perícia realizada pela Polícia Científica de Santa Catarina no corpo do cão Orelha concluiu que “não foram constatadas fratura ou lesão que pudessem ter sido causadas por ação humana, nem mesmo no crânio”. O documento detalha que todos os ossos do animal passaram por exame visual minucioso, sem que fossem identificados indícios compatíveis com agressões que resultassem em fraturas.
Os peritos Igor de Salles Perecin e Paulo Eduardo Miamoto Dias assinaram o laudo após análise completa da estrutura óssea. Apesar disso, o relatório afirma que não foi possível determinar a causa da morte do animal, deixando a investigação em aberto quanto ao desfecho clínico que levou ao óbito.
Em relação às informações que circularam nas redes sociais e em veículos de comunicação sobre a suposta presença de um prego cravado na cabeça do cachorro, os especialistas foram categóricos:
“Sobre a possibilidade de ter sido cravado um prego na cabeça do animal, veiculada em redes sociais e veículos de comunicação, não foi constatado qualquer vestígio que sustente tal hipótese. A penetração de um prego na cabeça do animal deixaria uma fratura circular em crânio, o que não se verificou”.
Ainda assim, o laudo pondera que a inexistência de fraturas não descarta completamente a ocorrência de agressão. Os profissionais registraram que não é possível assegurar que não tenha havido “ação contundente contra a cabeça” de Orelha. Conforme explicam, “A ausência de fraturas no esqueleto do animal não deve ser interpretada como ausência de trauma cranioencefálico ou mesmo em outras partes do corpo. A literatura especializada afirma que a maioria dos traumas cranianos não apresenta fraturas, porém ainda são capazes de levar os animais a morte.”
O cachorro foi exumado neste mês por determinação do Ministério Público de Santa Catarina, no contexto de investigação que busca esclarecer as circunstâncias da morte. O caso provocou forte repercussão nacional diante da suspeita de que o animal pudesse ter sido torturado por adolescentes.
O documento técnico também esclarece aspectos médicos sobre o trauma cranioencefálico.
“Os primários são os que ocorrem no momento da injúria (fratura, contusão cerebral, laceração, etc); os secundários são mais tardios, podendo aparecer em minutos ou dias (exemplos, edema cerebral, inflamação, aumento da pressão intracraniana)”, registraram os peritos.
Eles acrescentam:
“Assim, é plenamente plausível que o animal tenha sofrido um trauma contundente em cabeça em um dia e piorado clinicamente de forma progressiva até o outro. O aparecimento dos efeitos secundários depende de uma resposta individual do animal, tipo de instrumento utilizado, velocidade do golpe, idade do animal, entre outros”.
No momento da exumação, segundo o laudo, o corpo já se encontrava “em fase de esqueletização”, o que comprometeu a análise de tecidos moles. Por essa razão, o exame concentrou-se “à minuciosa avaliação óssea dos remanescentes mortais”, com o objetivo específico de identificar eventuais lesões ósseas decorrentes de ação humana.
Durante a inspeção, foi identificada “uma área de porosidade óssea” na região maxilar esquerda do crânio. De acordo com os peritos, trata-se de um processo crônico, “não havendo qualquer relação com a ação traumática à qual o animal foi submetido, já que entre a ação traumática e o óbito houve o transcurso de apenas um dia”.
Já na coluna vertebral, foram observadas alterações descritas como comuns “em animais idosos e que nada se relaciona com eventual trauma recente”, afastando, nesse ponto, vínculo com possível agressão recente.
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