
Foi “jogo combinado” de Gilmar com a defesa dos irmão de Toffoli, insinua jornalista

02/03/2026 às 11:51 Direito e Justiça

Ninguém pode afirmar absolutamente nada, sob pena de ser processado e ter que arcar com uma altíssima indenização. Afinal, os ministros são intocáveis e estão defendendo a ‘democracia’.
Entretanto, o jornalista Cláudio Dantas, sempre extremamente corajoso, fez algumas insinuações gravíssimas. Resta saber se haverá um dia em que esses magistrados supremos também poderão ser investigados, como acontece com todo cidadão normal. Eis um trecho do texto:
“A imprensa registrou na sexta-feira o salto triplo carpado de Gilmar Mendes para anular a quebra de sigilo de Maridt com o claro objetivo de blindar Dias Toffoli na CPI do Crime Organizado. Tudo leva a crer que o jogo foi combinado com a defesa dos irmãos do ministro, com petição num mandado de segurança extinto há 3 anos e sem qualquer relação com o objeto em discussão. Chicana jurídica evidente, num claro esforço de contornar a relatoria de André Mendonça.
Burla processual elevada à categoria de arte; fraude à distribuição chancelada por quem deveria guardá-la, fabricação de um juízo de exceção sob medida para garantir a sentença encomendada pela fraternidade de toga. A finalidade real, palpável e inegável, foi blindar o parceiro de plenário e aniquilar a investigação antes que ela produza estrago no gabinete ao lado. A decisão surpreende menos pela atipicidade jurídica do que pelo altíssimo risco assumido em defesa do colega.
Mais que corporativismo, a sensação é de cumplicidade. Se a intenção era salvar Toffoli, Gilmar deu-lhe um apertado abraço de afogado. O ministro acusou a CPI de “abuso de poder e desvio de finalidade”, praticando “abuso de poder e desvio de finalidade”. Subverter o juiz natural e fraudar a finalidade da jurisdição para salvar o negócio da família de outro ministro é quebra frontal do decoro e infração político-administrativa de alta gravidade. Crime de responsabilidade, com indicação de impeachment”. (…)
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