
Vaza informação grave sobre ex-assessor de Hugo Motta

02/03/2026 às 19:46 Política

Um ex-integrante do gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), registrou movimentação bancária de R$ 3,1 milhões em apenas seis meses, período em que ocupava cargo com remuneração líquida mensal de R$ 3,3 mil. Os valores chamam atenção pela discrepância em relação ao salário recebido na função.
O ex-assessor é Jerônimo Arlindo da Silva Júnior, conhecido como Júnior do Peixe. Ele atuou no gabinete de Motta e também exerceu função de dirigente na Conafer, entidade que figura entre as principais suspeitas de promover descontos indevidos em benefícios pagos pelo INSS.
Entre outubro de 2020 e março de 2021, intervalo em que trabalhou com o parlamentar paraibano, Júnior recebeu R$ 1.590.678,81 de terceiros em suas contas bancárias e transferiu R$ 1.573.766,84 para contas de outros titulares. Ao todo, a movimentação financeira no período alcançou R$ 3,1 milhões.
As informações foram encaminhadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) à CPMI do INSS e posteriormente obtidas pela coluna. Os dados indicam que o volume de recursos transacionado é significativamente superior ao que seria compatível com os rendimentos do cargo que ocupava na Câmara.

Na época, Júnior foi nomeado para o posto de secretário parlamentar 5 (código SP-05), uma das funções de menor remuneração na estrutura da Casa, com salário líquido de R$ 3,3 mil mensais.
A Conafer, entidade com a qual ele também manteve vínculo, está entre as organizações investigadas no escândalo que ficou conhecido como Farra do INSS. De 2022 a 2025, a instituição arrecadou quase R$ 800 milhões por meio de descontos aplicados a aposentados. De acordo com a Polícia Federal, aproximadamente 90% desse montante teria sido direcionado a empresas de fachada.
Em maio de 2025, por meio de publicação em sua conta no Instagram, o ex-assessor declarou que “não mantinha qualquer vínculo” com a Conafer enquanto trabalhava no gabinete de Motta, afirmando que só passou a atuar na entidade posteriormente.
“Em conformidade com a legislação vigente e visando evitar o acúmulo de cargos públicos, (Júnior) solicitou a exoneração do cargo de assessor parlamentar para assumir a função de diretor de políticas públicas da Conafer”, diz um trecho da nota.
Após deixar a Câmara, a única fonte de renda declarada por ele à Receita Federal passou a ser o salário pago pela Prefeitura de João Pessoa (PB), no valor de R$ 4,3 mil mensais. Não há registro, na Receita, de que Júnior do Peixe figure como sócio ou administrador de empresas.
Nas eleições municipais de 2024, quando disputou a Prefeitura de Marizópolis (PB) pelo Republicanos, ele informou possuir R$ 470 mil em bens e não declarou investimentos que justificassem a elevada movimentação financeira observada anteriormente.
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