Pedido de CPI é protocolado e João Campos corre o sério risco de impeachment em Recife

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O casamento com a deputada Tabata Amaral parece que não deu muita sorte para o prefeito João Campos, de Recife. A lua de mel recém terminou e João Campos já é alvo do pedido de abertura de uma CPI que pode levá-lo ao impeachment.

A Câmara Municipal do Recife recebeu nesta segunda-feira (2) o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar irregularidades na nomeação de um candidato aprovado em concurso público para procurador do município. O documento reuniu treze assinaturas de vereadores de diferentes partidos.

A comissão ficou conhecida como CPI do Fura-Fila. O colegiado pretende investigar suspeitas de fraude no processo seletivo para o cargo de procurador municipal, que oferece o maior salário público da administração recifense. Os parlamentares signatários buscam identificar possíveis indícios de favorecimento pessoal e tráfico de influência na condução do certame.

A lista de vereadores que assinaram o documento inclui Thiago Medina, Paulo Muniz, Fred Ferreira e Gilson Machado Filho, todos do PL. Eduardo Moura e Felipe Alecrim, ambos do Novo, também subscreveram o pedido. Alef Collins, do PP, Alcides Teixeira Neto, do Avante, e Davi Muniz, do PSD, integram a relação de signatários.

Rubem, do PSB, Flavia de Nadegi, do PV, Jo Cavalcanti, do PSOL, e Osmar Ricardo, do PT, completam os treze parlamentares. A presença de um vereador petista chamou atenção, considerando que o PT integra formalmente a base de sustentação do PSB na cidade. Os partidos de oposição utilizaram essa adesão para reforçar a legitimidade da investigação, caracterizando-a como de "caráter amplamente suprapartidário, reunindo vereadores da oposição, independentes e também parlamentares de partidos que integram a base do prefeito João Campos".

O objeto central da investigação envolve a nomeação de Lucas Vieira da Silva para uma vaga de procurador municipal destinada a Pessoas com Deficiência. Lucas obteve a 63ª colocação no concurso. No momento da realização das provas, ele não apresentava laudo médico que comprovasse deficiência.

O candidato concorreu exclusivamente pelas vagas de ampla concorrência. Ele não participou do sistema de cotas para PCD previsto no edital do certame. O ato de nomeação, que levou a assinatura de Campos, contrariou as regras estabelecidas no edital do concurso público.

A decisão prejudicou outro candidato que possuía direito legítimo à vaga. Esse candidato já havia apresentado laudo de PCD durante a realização das provas. A publicação da nomeação ocorreu no Diário Oficial do Município em 23 de dezembro de 2025.

O concurso público foi realizado em 2022. A homologação foi concluída em junho de 2023. Lucas Vieira protocolou o pedido de reclassificação para concorrer como PCD em 29 de maio de 2025, mais de três anos após a realização do certame.

A solicitação foi analisada por três procuradoras concursadas do município. Elas emitiram pareceres técnicos sucessivos negando o pedido de reclassificação. O processo foi posteriormente encaminhado ao procurador-geral do município, Pedro Pontes, que ocupa cargo comissionado por indicação do prefeito João Campos.

Sob a análise de Pontes, a situação foi revertida. A decisão permitiu a nomeação de Lucas para a vaga destinada a PCD. A medida gerou repercussão negativa e mobilizou pressão popular contra a administração municipal.

Diante da repercussão do caso, a gestão municipal optou por revogar a nomeação de Lucas Vieira. Os vereadores que propuseram a CPI argumentam que o episódio violou dispositivos da Lei Orgânica do Município, da Lei de Improbidade Administrativa e do Decreto-Lei 201. Os parlamentares também apontam possível infração ao Código Penal nas condutas investigadas.

Os signatários do pedido de CPI destacam elementos que reforçam a suspeita de favorecimento ao candidato. Lucas Vieira é filho de uma procuradora que atua no Tribunal de Contas do Estado. Ele também é filho de um juiz que trabalha na vara especializada em crimes contra a administração pública da capital pernambucana.

Em novembro de 2025, um mês antes da nomeação de Lucas, esse magistrado anulou os atos da Operação Barriga de Aluguel. A operação investigava a gestão de João Campos por suspeita de desvio de recursos públicos no montante de 500 milhões de reais. A instalação efetiva da CPI depende ainda de tramitação regimental na Câmara Municipal do Recife.

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