Ditador cubano não suporta pressão de Trump e sem saída "arrega"
04/03/2026 às 06:18 Internacional
O líder cubano Miguel Díaz-Canel acaba de anunciar a necessidade de uma transformação "urgente" no modelo econômico do país. A declaração foi divulgada pela mídia estatal cubana durante discurso ao Conselho de Ministros. O pronunciamento ocorre enquanto Cuba enfrenta um bloqueio petrolífero imposto pelo governo Trump que intensificou a crise humanitária na ilha.
Díaz-Canel destacou a necessidade de conceder maior autonomia aos municípios e ao setor privado. Ele solicitou ampliação dos investimentos estrangeiros no setor energético e mencionou também um "redimensionamento do aparato estatal".
"Devemos nos concentrar imediatamente na implementação das transformações mais urgentes e necessárias no modelo econômico e social", afirmou Díaz-Canel ao Conselho de Ministros.
O pronunciamento representa um reconhecimento dos danos causados pelo bloqueio petrolífero norte-americano à economia cubana. Os apelos por mudanças econômicas parecem constituir uma resposta ao aumento da pressão exercida pelos Estados Unidos. Historicamente, os líderes cubanos prometeram reformar a economia do país. Essas promessas foram seguidas por recuos motivados pelo temor de perda do controle político.
No início desse ano, o governo Trump implementou o bloqueio dos embarques de combustível provenientes da Venezuela para Cuba. A Venezuela representava a principal fonte de petróleo estrangeiro para a ilha. A administração norte-americana anunciou a imposição de tarifas sobre qualquer país que enviasse petróleo a Cuba. A medida cortou em grande parte as importações de petróleo. A escassez de energia enfrentada pela população se agravou.
Entretanto, especialistas manifestam ceticismo quanto à capacidade do país de alcançar mudanças mais profundas sem um maior desmantelamento do controle estatal sobre a economia. Ricardo Torres, economista cubano da American University, questionou a genuinidade das propostas apresentadas.
"Esta não é uma reflexão genuína sobre uma mudança muito necessária e há muito esperada", afirmou Torres.
O economista descreveu as propostas de Díaz-Canel como "mudanças para que tudo continue igual". A avaliação de Torres reflete o ceticismo de analistas quanto à real profundidade das transformações econômicas que o governo cubano estaria disposto a implementar. A questão central permanece sobre se o regime permitirá reformas estruturais significativas ou se as mudanças serão apenas superficiais.
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da Redação