Submarino americano afunda fragata do Irã: "caçar, desmantelar, desmoralizar, destruir e derrotar", diz Secretário da Defesa

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Um submarino norte-americano atacou e afundou a fragata Iris Dena da Marinha do Irã em águas internacionais do Oceano Índico. O ataque ocorreu nesta quarta-feira (4). O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, confirmou o torpedeamento da embarcação iraniana.

Autoridades do Sri Lanka resgataram 32 tripulantes com vida. As equipes recuperaram 87 corpos. A documentação do navio registrava 180 pessoas a bordo. Os números indicam 68 desaparecidos.

O ataque representa o primeiro afundamento deste tipo executado por Washington desde a Segunda Guerra Mundial. Hegseth confirmou a informação. A fragata iraniana navegava em águas internacionais quando foi atingida pelo torpedo.

O Sri Lanka não estabeleceu ligação entre o incidente e o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. As autoridades do país asiático limitaram-se a cumprir obrigações internacionais de socorro marítimo.

A Marinha do Sri Lanka recebeu um pedido de socorro da embarcação iraniana ao amanhecer. A fragata estava a aproximadamente 25 milhas náuticas ao sul do porto de Galle. A posição ficava fora das águas territoriais do país asiático. O local estava dentro da "zona de busca e resgate" sob responsabilidade do Sri Lanka.

Dois navios militares e uma aeronave foram mobilizados para a operação. As equipes chegaram ao local cerca de uma hora após o alerta. Não encontraram a embarcação. As equipes depararam-se apenas com manchas de óleo e botes salva-vidas na superfície.

O porta-voz militar Budhika Sampath explicou que as equipes encontraram pessoas flutuando na água. Após o salvamento inicial, as investigações revelaram que os náufragos eram tripulantes do navio iraniano.

Sampath destacou que o resgate foi autorizado para cumprir as obrigações internacionais do Sri Lanka relacionadas ao socorro naval. A polícia do país confirmou o total de 87 mortos recuperados durante a operação. As buscas continuam na região onde ocorreu o afundamento.

O ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka, Vijitha Herath, compareceu ao Parlamento para prestar esclarecimentos sobre a operação de resgate. Herath informou que a documentação da fragata Iris Dena registrava 180 tripulantes a bordo. Com base nos números divulgados sobre resgatados e mortos, as autoridades calculam que 68 pessoas permanecem desaparecidas.

Hegseth fez declarações sobre o ataque após os relatos oficiais do Sri Lanka sobre a operação de resgate. "Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar a salvo em águas internacionais", afirmou o secretário de Defesa. "Em vez disso, foi afundado por um torpedo", completou.

A confirmação americana ocorreu depois que autoridades do país asiático já haviam identificado a embarcação afundada como pertencente ao Irã. O secretário de Defesa classificou o ataque como "morte silenciosa". Hegseth destacou o caráter histórico da operação ao mencionar o período da guerra global.

"Assim como naquela guerra, estamos lutando para vencer", afirmou Hegseth. A declaração estabelece um paralelo entre as operações atuais e o conflito da Segunda Guerra Mundial.

Autoridades de Israel e dos Estados Unidos estabeleceram como objetivo da operação conjunta contra o Irã a destruição das capacidades navais do regime dos aiatolás. Washington divulgou na terça-feira (3) que 17 embarcações militares de Teerã foram afundadas desde o início das ações. Os dois países coordenam ações militares direcionadas contra a frota iraniana.

Em pronunciamento sobre o afundamento no Índico, Hegseth declarou que Washington continuará a "caçar, desmantelar, desmoralizar, destruir e derrotar" as forças iranianas. O secretário de Defesa prometeu que "mais e maiores ondas estão a caminho". A declaração indica a continuidade das operações militares norte-americanas contra alvos iranianos na região.

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