As entranhas do poder: As verdadeiras razões pelas quais Bolsonaro foi preso começam a aparecer...

Ler na área do assinante

Nós, que habitamos o mundo seguindo regras e trabalhando árduo para conseguir nosso lugar ao sol, mal sonhamos que há lugares sombrios em que habitam personagens dos mais variados tipos, podendo ser encontrados das mais diferentes formas, seja sob o carimbo de grande jurista ou como grande fora da lei.

O mais surreal em tudo isso é que tais figuras díspares de certa maneira são uma e a mesma coisa.

Se não, vejamos:

De um lado temos o poderoso Procurador Geral da República Paulo Gonet, essa figura estranha, de ar abilolado, mais parecendo saído de alguma comédia de quinta, de semblante sonso, boca caída, corte de cabelo realizado sabe-se em qual manicômio.

É esse senhor o chefe do Ministério Público da União, responsável por defender a ordem jurídica e os interesses da sociedade perante o Supremo Tribunal Federal.

Um homem sisudo, desprovido de graça e carisma, com poder descomunal, mas que preferiu ser apenas e tão somente um capacho do Sistema que o levou até o cargo que ocupa, ratificando todas as insanidades proferidas nos últimos tempos por certos togados e o fazendo em ritmo acelerado.

Pedido feito, lá estava ele, muitas vezes apenas alguns minutos depois,  acatando sem pestanejar o que os seus senhores assim o determinavam, acatando na íntegra seus pedidos imorais e silenciando, conivente, diante dos maiores absurdos. Estranha e sinistra criatura.

E eis que surge o famigerado caso Master, ultrapassando em muito os últimos escândalos da República, e atingindo em cheio a elite política, empresarial e jurídica do país.

No centro do furacão, a figura de Daniel Vorcaro, o banqueiro que deu o golpe de 40 bilhões no Sistema Bancário brasileiro, Vorcaro que custeou para políticos e togados jantares, viagens, festas, orgias, contratos milionários, que realizou negócios escusos envolvendo resorts milionários de togados, que fumava charutos caros com togados em sua milionária mansão, Vorcaro que foi recebido por Lula ao menos quatro vezes sem registro na agenda oficial, Vorcaro que levava togados e políticos em seus jatinhos para lá e para cá, Vorcaro que abalou todo o Sistema, que desorientou todo o Sistema, que deixou sem fala jornalistas, que mostrou ao brasileiro que a elite que o governa é uma máfia aos moldes latinos, Vorcaro que deixou o país em polvorosa.

Mas havia o togado Toffoli, o relator da ação,  segurando a barra do golpista, escondendo provas, cerceando o trabalho da polícia,  até o ponto em que o acobertamento dos crimes do banqueiro e seu entorno se tornou insustentável, comprovando que seu envolvimento com o golpista não era apenas um sonho de verão, uma quimera, uma fantasia.

Toffoli foi finalmente afastado, ainda que a contragosto,  e em seu lugar foi escolhido para relator do processo o ministro André Mendonça, que alterou por completo o rumo das coisas, autorizou de imediato  a Polícia Federal a realizar o trabalho necessário, fornecendo todos os elementos para que isso acontecesse e em pouco tempo, a mais do que esperada providência se deu:

- o pedido de prisão de Daniel Vorcaro.

O que fez Paulo Gonet, esse que é o mais alto representante do Ministério Público, responsável por defender a sociedade brasileira e a ordem jurídica?

Como bom sonso e capacho de carteirinha do Sistema,  negou a prisão de maneira escandalosa, alegando não haver indicação de perigo iminente para que a prisão do golpista fosse decretada.

Fica claro que Gonet tem dono.

E é aí que entra em cena o segundo personagem dessa história macabra, Luiz Phillipe Mourão, vulgo "Sicário", e que foi fator determinante para o pedido de prisão de Vorcaro.

A PF descobriu conversas entre os dois em que Vorcaro determinava ordens que envolvia violência física contra o jornalista Lauro Jardim e uma funcionário de nome Monique.

Mourão era o responsável pelo serviço sujo e encabeçava um grupo conhecido por "A turma", uma milícia privada que recebia 1 milhão de reais mensais para monitorar, intimidar e ameaçar desafetos do banqueiro., bem como entrar e hackear sistemas do FBI e Interpol. Coisa simples, como vemos.

O esquisito Gonet achou por bem aguardar um pouco mais, investigar um pouco mais, ainda era pouco para o estranho Gonet.

Para que a pressa, vamos com calma com esse podre andor, parecia dizer ele.

Mendonça discordou - ponto para ele - e expediu ordem de prisão para o banqueiro e também para Mourão, além de outros participantes do esquema.

Mourão acaba de falecer, depois de um suposto suicídio na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, no mesmo dia da sua prisão.

É estranho?

Há motivos para desconfiar desse suicídio cometido horas após a prisão?

Muitos.

E, pasmem, isso é só o começo.

Que o togado Mendonça não se acovarde e continue nessa missão de entregar aos brasileiros a real verdade dos fatos para que todos entendam quem foram, afinal, os verdadeiros golpistas, e por qual razão destruíram Bolsonaro e o enfiaram na cadeia em que agora se encontra.

Ele atrapalhava os grandiosos planos de corrupção dessa gente que não vale um tostão, ainda que revestidos de títulos, honrarias  e embrulhados em papel presente com o timbre dos muitos dólares que sequestram dia após dia da população brasileira.

Mais escancarado, impossível.

Há motivos para acreditar em luz no fim do túnel.

Em todo caso, ministro Mendonça, reforce a segurança.

Silvia Gabas. @silgabas

Estamos sobrevivendo graças a ajuda de nossos assinantes e parceiros comerciais. Para fortalecer a nossa batalha, considere se tornar um assinante, o que lhe dará o direito de assistir o primeiro PODCAST conservador do Brasil e ter acesso exclusivo ao conteúdo da Revista A Verdade, onde os "assuntos proibidos" no Brasil são revelados. Para assinar, clique no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao

SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!

da Redação Ler comentários e comentar