Secom do STF, chefiada pela nora de Miriam Leitão, se põe a serviço de Moraes
07/03/2026 às 17:15 Política
Uma publicação do jornalista David Ágape questiona o fato de a Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal ter emitido nota oficial em defesa do ministro Alexandre de Moraes. A tal nota foi na sequência desmentida pela Rede Globo.
A estrutura da Corte foi utilizada para defender uma questão eminentemente pessoal de Moraes. A motivação para tal, segundo Ágape, está na forma de como é conduzida a Secom do STF pela nora de Miriam Leitão. Confira o texto:
“A nota negava que Moraes teve contato com Vorcaro no dia da primeira prisão do banqueiro. Só que ela não resistiu 24 horas. O Globo reafirmou que as mensagens foram extraídas do celular de Vorcaro por software pericial da própria PF, com o nome e número de Moraes visíveis no material.
Pois bem, reparem que a nota foi emitida pela Secom do STF ‘por solicitação do gabinete do ministro Alexandre de Moraes’.
Ou seja: a estrutura oficial de comunicação de toda a Corte foi usada para defender um ministro específico de uma reportagem do Globo. Isso por si só já é problemático. A Secom existe para comunicar o tribunal, não para assessorar gabinetes individualmente.
Mas quem chefia a Secom do STF hoje? Giselly Siqueira. Nora de Míriam Leitão. Esposa de Vladimir Netto, repórter da Globo.
A mesma Giselly que o Eduardo Tagliaferro apontou, em depoimento no Senado, como filtro estratégico no TSE durante as eleições de 2022. Segundo ele, pedidos de remoção de conteúdos eram enviados por WhatsApp e mensagens diretas ao núcleo de Moraes fora dos trâmites oficiais, e quem centralizava esses pedidos era Giselly.
Também foi a Secom que, em 17 de fevereiro, divulgou os nomes dos quatro servidores da Receita Federal investigados por suposto vazamento de dados fiscais de ministros, mantendo em sigilo o motivo da investigação. Depois disso, a vida deles foi devassada pela imprensa.
Lembrando que Moraes é o relator do inquérito que gerou a operação e uma das supostas vítimas. Foi ele que abriu de ofício a investigação contra os servidores, usando o mesmo Inquérito das Fake News que relata há 7 anos sem conclusão.
Ou seja, a Secom está sendo usada como assessoria de imprensa pessoal de Moraes. E Giselly, seja por autonomia própria ou por linha de comando informal, opera consistentemente a serviço do mesmo gabinete.”
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da Redação