A estratégia de se aliar AO PIOR para combater O PIOR tem nome e não é 'pragmatismo' ou outra designação açucarada qualquer para justificar oportunismo e falta de princípios. Se chama continuismo.
Michelle Bolsonaro criticou novamente - de forma dura - as negociações de Flávio Bolsonaro com ciro gomes, na disputa pelo governo do Ceará.
Para Michelle e para os brasileiros, esse indivíduo -ciro gomes - é o cara que chamou Bolsonaro de 'criminoso e genocida' durante a farsemia do covid19.
Ou de 'ladrão de galinha, corrupto e ladrão', se referindo a acusações de rachadinha e compras de imóveis. Mais?
Bolsonaro foi chamado de 'boçal, quase idiota, imbecil e criminoso' pelo mesmo ciro, em críticas ao seu comparecimento em atos públicos. Mais?
Durante os últimos anos, ciro caprichou: foi ofensivo e inconsequente, chamando Bolsonaro de 'vagabundo, nazista filho da puta - na campanha em Goiânia, ou 'imitador de Trump e mentiroso mor'.
Além de ser conhecido como um político profissional agressivo e dado a proferir asneiras desde que iniciou sua carreira nos anos 1980, filiado ao PDS, sucessor da Arena, da ditadura militar, é também notório por ser um macaco político que vive pulando de galho em galho, de partido em partido.
PDS, PSDB, PPS, PSB, PDT, o cara já grudou em tudo, menos - por falta de oportunidade, certamente - no PT.
O que ele defende, se é que defende alguma coisa além do próprio bolso e carreira, é a terceira via.
Mas...hoje, numa súbita e significativa 'guinada à direita', resolveu se aliar ao PL e à candidatura de Flavio Bolsonaro.
Vale tudo de símio político, evacuando de galho em galho.
gomes é só um detalhe numa estratégia suja de políticos oportunistas para manterem o poder mesmo no cenário que se mostra provavel: a queda de lula.
São os mesmos sanguessugas de sempre, como mesmo modus operandi de sempre - desde 1985 - e com os mesmos objetivos de sempre - que não incluem o povo e suas necessidades ou o avanço do pais.
Michelle, em postagem nesta madrugada, resume tudo:
'É UM JOGO MAIS SUJO DO QUE IMAGINAM'. Certamente que é.
Não se justifica que, para derrubar um marginal no poder, seja feita aliança com outros marginais.
lula, aliás, já fez isso há muitos anos, em 2002, para obter o poder sonhado.
Dourar a pílula e colocar essa merda numa embalagem bacana chamada de 'pragmatismo' ou 'inteligência política' não adianta nada. É só mais do mesmo. E Michelle sabe bem disso.
Pra justificar o enorme pavor que tem dessa mulher, seus adversários - que tentam afastá-la de qualquer forma do cenário - a acusam de autoritária.
Não poderia ser diferente: fosse dócil e obediente aos caciques, Michelle seria perfeita.
Mas Michelle não é dócil e muito menos obediente; nem poderia, como líder autêntica e forte que é.
Pelo contrário, é uma pedra no sapato dos crápulas.
E como tal, está na história, merecendo nosso respeito por continuar a carregar consigo a ideia imortal e verdadeira de Jair Bolsonaro. A ideia da liberdade que não se vende.
Marco Angeli Full
https://www.marcoangeli.com.br
Artista plástico, publicitário e diretor de criação.