O governo à beira do abismo: Quem será arrastado junto: a mídia tradicional já se afasta da correnteza

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O Nordeste começa a dar sinais de afastamento da esquerda, enquanto o próprio PT procura se distanciar da cúpula do atual governo.

A precariedade da gestão não se mede apenas pela proximidade ou distância dos votos, mas pela incapacidade de responder às demandas reais da sociedade. 

A sensibilidade popular aflora e o mal-estar se espalha entre aqueles que ainda tentam sustentar o que está acontecendo. A sujeira é tão vasta que nem a maior empresa de limpeza do mundo daria conta de remover o mar de lama.

No alto escalão, ministros já não falam a mesma língua.

O Senado começa a ferver como panela de pressão, e seu presidente corre o risco de ser “convidado a se retirar à força”. A Câmara dos Deputados pode seguir o mesmo caminho.

Aos poucos, a Polícia Federal retoma seu trabalho com a dignidade que se espera de uma instituição republicana. Enquanto isso, PGR e STF são expostos como presas vulneráveis, levadas ao abatedouro da opinião pública e amplamente coligadas na proteção dos envolvidos.  

E os vazamentos — tratados como crimes — revelam conteúdos que, longe de serem descartados, comprometem grande parte da cúpula e escancaram a fragilidade institucional.

A MÍDIA TAMBÉM SENTE O IMPACTO

Até mesmo a Rede Globo, historicamente alinhada com correntes de poder, começa a se desvincular da narrativa oficial.

O temor é claro: se o governo ruir, a emissora pode ser arrastada junto ao precipício.

Esse movimento revela que não apenas partidos e instituições, mas também veículos de comunicação buscam se proteger da erosão política.

O QUE ESTÁ EM JOGO

- Instituições fragilizadas: STF e PGR expostos, Congresso em ebulição.
- Mídia em reposicionamento: Globo e outros veículos tentam se afastar para não perder credibilidade.
- Sociedade polarizada: O eleitorado dividido pressiona por respostas concretas, mas encontra apenas discursos e dá sinais claros de amadurecimento eleitoral.

O Brasil se aproxima de uma encruzilhada histórica. As instituições estão fragilizadas, os partidos buscam reposicionamento e até a mídia tradicional tenta escapar da correnteza para não ser arrastada pelo precipício.

O governo pode ruir, e o temor é que leve consigo não apenas aliados políticos, mas também veículos e estruturas que se mantiveram próximos demais do poder.

Mais do que números de pesquisas ou disputas partidárias, o que está em jogo é a credibilidade da democracia brasileira.

O eleitor precisa estar atento, informado e consciente de que o futuro não será decidido apenas nas urnas, mas também na capacidade das instituições de resistirem à pressão e se manterem fiéis ao interesse público.

Jayme Rizolli

Jornalista.

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