
CPMI age com inteligência e arruma um jeito de investigar Moraes

12/03/2026 às 10:54 Política

A CPMI do INSS está fazendo uma investigação que pode atingir o ministro Alexandre de Moraes. Para tanto, três passos foram fundamentais:
1 - O senador Rogério Marinho apresentou requerimento ao STF para saber quais foram as mensagens que Moraes disse ter tido acesso. Foram as da CPMI ou foram outras? Se foram outras, isso pode se configurar vazamento de dados sigilosos;
2 - O deputado Duarte Júnior apresentou um pedido à Claro para saber se o número encontrado na agenda de Vorcaro é mesmo de Alexandre de Moraes. Moraes tem jurado de pé junto que o número não é o dele;
3 - Já Kim Kataguiri resolveu apresentar pedido para ouvir o próprio Moraes na comissão.
O jornalista Wilson Lima destrinchou o assunto em matéria publicada no site O Antagonista. Confira:
"A CPMI do INSS iniciou uma frente para tentar investigar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes após a suposta troca de mensagens entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro.
De um lado, o senador Rogério Marinho (PL-RN) apresentou requerimento à CPMI do INSS pedindo que a comissão solicite esclarecimentos ao STF sobre a nota divulgada pela Corte em 6 de março que negou a existência de mensagens entre o ministro do Tribunal Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Do outro lado, Kim Kataguiri (Missão-SP) quer ouvir o próprio ministro no colegiado.
No pedido de Marinho, o parlamentar afirma haver uma “contradição lógica” na manifestação pública do STF e solicita providências para esclarecer como foi feita a análise técnica citada na nota.
Entre as medidas solicitadas, o senador pede que o STF informe se a análise mencionada foi realizada com base em material público ou em dados sigilosos da investigação. O parlamentar suspeita que houve vazamentos, para o ministro, de dados sigilosos em poder da Polícia Federal.
O requerimento também solicita a apuração de eventual acesso indevido ao acervo telemático de Vorcaro mantido sob sigilo na CPMI, caso fique comprovado que o gabinete de Moraes teve acesso ao conteúdo integral.
O documento ainda pede que uma cópia do requerimento seja enviada à Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliar possíveis providências e que a Polícia Federal encaminhe à comissão o laudo pericial da extração de dados do celular do banqueiro.
Como mostramos, Moraes argumentou, por meio de comunicado enviado à imprensa pelo STF, que a análise técnica nos dados de Vorcaro constatou que as mensagens “não conferem com os contatos” de Moraes.
Segundo o Supremo, os prints estão vinculadas a pastas de “outras pessoas” na lista de contatos do banqueiro.
‘A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes’, diz trecho da nota oficial do STF.
Já o deputado federal Duarte Júnior (PSB-MA), vice-presidente da CPMI, apresentou requerimento para saber da operadora Claro se de fato o número citado na lista de contatos de Vorcaro é do ministro Alexandre de Moraes.
‘Diante desse contexto, torna-se necessária a obtenção das informações cadastrais vinculadas à linha telefônica, tais como nome do titular, CPF ou CNPJ, endereço de cadastro e demais dados disponíveis, a fim de possibilitar a correta identificação do responsável pela linha e verificar eventual vínculo com os fatos sob apuração’, declarou o parlamentar."
A Magnitsky caiu, mas um dos maiores medos de Moraes ainda está disponível para o povo: o polêmico livro "Supremo Silêncio". A perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros absurdos que começaram no famigerado Inquérito das Fakes News foram expostos! Se apresse, a censura está de olho nessa obra! Clique no link abaixo:
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