O carcereiro desafia os EUA

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O ministro moraes acaba de proibir a visita de Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado dos EUA, a Jair Bolsonaro.

A autorização havia sido dada há dias atrás, mas imagina-se que moraes jamais teve a intenção de permitir a visita.

Ingenuamente, alguns interpretaram a permissão como uma espécie de 'gentileza' do ministro em retribuição às tentativas cordiais de aproximação do candidato Flavio Bolsonaro, espécie de acordo entre cavalheiros. Só que moraes não é um cavalheiro exatamente.

No filme de quinta categoria da ditadura brasileira, alexandre de moraes já foi quase tudo: juiz, investigador, advogado, promotor, vítima e acusador, quem prende e quem solta, e até, há pouco, degustador de whisky com pedigree.

Mas seu melhor papel inquestionavelmente é o de carcereiro da ditadura.

Especialmente no caso icônico do ex presidente Jair Bolsonaro.

Fato: Bolsonaro é um preso político e está isolado ilegalmente.

Se, num ano eleitoral, um líder é mantido isolado para conter a oposição, evidentemente não seria possível permitir que esse líder contasse a verdadeira história a um assessor americano.

E foi feito, está proibido, debaixo de 'considerações' delirantes a respeito do visto de Beattie e 'soberania' brasileira.

O ministro mauro vieira, pouco inteligente, entregou o jogo ao justificar a proibição como ação para preservar o país de 'indevida ingerência' dos EUA.

O que querem preservar mesmo é o poder, e qualquer oposição à reeleição de seu marionete lula será vista mesmo como 'ingerência', nome bacana para autoritarismo, totalitarismo e ditaduras tropicais.

da Redação Ler comentários e comentar