
Corrida por delação premiada já tem 10 nomes

16/03/2026 às 18:34 Direito e Justiça

A segunda turma do Supremo Tribunal Federal confirmou na sexta-feira (13) a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. A decisão manteve a determinação feita dez dias antes pelo ministro André Mendonça. Vorcaro contratou o criminalista José Luís Oliveira Lima para sua defesa.
Negociações para um acordo de colaboração devem iniciar nesta semana. O caso envolve diversos investigados que podem buscar acordos de delação premiada com as autoridades. Entre os nomes estão ex-executivos do Banco Master, ex-servidores do Banco Central e pessoas apontadas como operadores financeiros do grupo.
A expectativa é que a possível delação de Vorcaro acelere movimentações de outros envolvidos. Quem firmar acordo primeiro tende a obter vantagens processuais mais significativas.
Possíveis delatores incluem ex-servidores do BC
Paulo Sérgio Souza e Belline Santana, ex-servidores do Banco Central, figuram entre os possíveis delatores. Souza ocupava o cargo de diretor de Fiscalização do BC. Santana chefiava o Departamento de Supervisão Bancária da instituição. Ambos foram afastados de suas funções em janeiro.
Os dois se tornaram personagens centrais do caso após a divulgação de diálogos comprometedores com Vorcaro. Esses diálogos motivaram a segunda prisão do ex-banqueiro determinada por Mendonça.
Augusto Lima, ex-principal sócio de Vorcaro no Banco Master, também integra a lista de investigados que podem buscar acordos de colaboração. Três ex-diretores do banco foram presos em novembro.
Luiz Antônio Bull ocupava a diretoria de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia. Alberto Oliveira Neto exercia a função de superintendente executivo de Tesouraria. Ângelo Ribeiro da Silva consta como sócio da instituição financeira.
O policial federal aposentado Marilson Silva é outro candidato a firmar delação premiada. Ele integrava, junto com outra pessoa identificada como Sicário, uma dupla que prestava serviços para Vorcaro.
As investigações apontam que os dois realizavam atividades de monitoramento, espionagem e intimidação de pessoas consideradas inimigas pelo ex-banqueiro. Essas ações são caracterizadas pelas autoridades como serviços sujos executados a mando de Vorcaro.
Ana Cláudia Paiva e Leonardo Palhares foram identificados pela Operação Compliance Zero como operadores financeiros e pessoas de extrema confiança de Vorcaro. Paiva era responsável pelas movimentações financeiras do esquema. Ela participava diretamente da estrutura de execução de pagamentos vinculados a supostas atividades ilícitas e ocultação de recursos.
Palhares cuidava da gestão e operacionalização de recursos financeiros do grupo denominado "A Turma". A corrida por acordos de delação premiada tende a se intensificar nas próximas semanas.
Quem delatar depois perde vantagens no processo. A mais evidente é não ter mais novidades para revelar às autoridades. O investigado corre o risco de não ter sua delação aceita pela Justiça.
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