Que o mundo emburreceu, decaiu e já rasteja, não resta mais a menor dúvida.
Como é que o cinema, portanto, ficaria a salvo desse verdadeiro terremoto que se abateu sobre uma espécie que já produziu um Bergman, um Fellini, um Scorcese, um Kubrick, um Hitchcock?
A banalização das artes é um fato e sintoma de um mal maior que afeta a sociedade contemporânea.
Em todas as épocas existiram pessoas cultas e pessoas incultas e todos sabíamos diferenciar umas das outras.
Hoje vivemos tempos em que ignorantes se acham refinados culturalmente falando, e para serem vistos como cultos acabam aplaudindo filmes sem nenhuma relevância, mas aplaudidos por pretensos geradores de cultura somente por receio de serem expulsos da "turma" que dá o tom a respeito do que é bom e do que não é, do que deve chegar ao topo ou não.
Só dizem sim, essa gente, ainda que no fundo queiram dizer não.
À maioria falta a tão esperada honestidade intelectual, aquela que te faz dizer a verdade, enquanto ao redor os hipócritas sorriem e aplaudem, como acontece agora com o filme "O agente secreto", filme brasileiro dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado pelo ator Wagner Moura.
O filme, minha gente, não é para tanto, não, essa é que é a dura realidade, gostem ou não gostem os críticos maravilhados com um filme que está sendo objeto de uma quase santificação, e aquele que tem a ousadia de discordar, arrisca-se a ser nomeado como herege, o que não deixa de ser patético, vergonhoso para quem se presta a esse serviço brega de endeusamento de uma obra mediana.
Indicado para o maior prêmio do cinema do ano de 2026, o Oscar, premiação outrora tão respeitada e que acontecerá nesta noite, após intensa campanha pelo prêmio, que envolveu entrevistas e matérias sobre o tema na mídia americana que vê o filme como um acontecimento extraordinário, é de se perguntar como é que foi acontecer do filme ter sido escolhido para premiação de tamanha envergadura.
O filme é chatérrimo, pretensioso, com atuação morna de Moura, bem aquém de outras atuações, sem causar nenhum impacto emocional a quem o assiste, seja pela atuação ou pela história sem pé nem cabeça narrada durante o seu tempo de duração, e que ao término te leva a perguntar o que afinal, aconteceu, inexistindo uma finalização convincente, deixando para trás buracos, falhas aqui e acolá jamais preenchidos e acabados.
Mas intuo que há uma razão subjacente para o que agora ocorre.
Acontece que o mundo mudou, a polarização política tomou conta de tudo, a noção de cultura degradou-se de tal modo que todos agora se veem como cultos e entendidos naquilo que mal compreendem, e como nada sabem, são doutrinados por uma mídia ideologicamente treinada a manipular suas cabeças ocas e a ratificar obras medíocres como se de alta relevância fossem somente pelo fato do filme em questão ter como tema principal a tal ditadura militar no país, e somente esse fato já é condição "sine qua non" para que o mundo venha abaixo em elogios imerecidos, em aplausos hipócritas para uma obra de valor estético discutível.
E é somente por esse motivo que a esquerda que domina o mundo da Arte no Brasil e no mundo, pinçou o filme brasileiro como sua escolha estratégica para manipulação da realidade e de um tempo contado sob a perspectiva deles mesmos, que se adequa perfeitamente às suas necessidades ideológicas de idealização das suas pautas políticas.
Se o filme apresentasse motivos de admiração, eu seria a primeira a me render aos seus encantos. Não é.
É somente mais uma pataquada desses nossos tempos vulgares e degradados culturalmente.
Por que serei obrigada a dizer que o ruim é bom?
Neste exato momento, a turba em êxtase se prepara, em torcida histérica para que "O Agente Secreto" receba imerecidamente um prêmio concedido por um país que no mais das vezes detestam.
Kleber Mendonça, o socialista carrancudo e cineasta de um tema só, de mãos dadas com o seu pupilo Wagner Moura, quase que um funcionário do mês do governo Lula, com quem se perde em abraços e demais afagos, e o que mais fez em sua campanha pelo Oscar foi incriminar a "ditadura" implantada por Bolsonaro e a aplaudir o nobre democrata Lula, que tanto bem traz ao país, aguardam o tão sonhado momento em que sua estratégia política lhes renderá proveitosos lucros.
É o mais que poderão conseguir.
O filme segue sendo o que é, para quem é livre para dizer o que pensa, sem patrões ideológicos: mediocridade oportunista destinada ao lixo da História.
Prossigamos.
Silvia Gabas. @silgabas
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da Redação