Pesquisa no RS confirma liderança de Zucco e revela que Eduardo Leite terá dificuldades numa disputa ao Senado

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O instituto Real Time Big Data divulgou levantamento sobre as intenções de voto para o governo do Rio Grande do Sul e para o Senado Federal nas eleições de 2026. O estudo ouviu 1.500 eleitores gaúchos entre os dias 14 e 16 de março. A divulgação ocorreu nesta terça-feira (17).

Luciano Zucco, do PL, aparece à frente em todas as simulações de primeiro turno para o Palácio Piratini. Nas projeções de segundo turno, o candidato do PL mantém vantagem sobre Edegar Pretto, do PT. No confronto com Juliana Brizola, do PDT, ele aparece com pequena vatagem numérica.

A pesquisa apresentou consulta espontânea e diversos cenários estimulados para avaliar as preferências do eleitorado. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais. O registro no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob o número RS-02550/2026.

Na consulta espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados previamente, 68% dos entrevistados declararam não saber em quem votar. Outros 9% afirmaram que votarão em branco, nulo ou em ninguém.

Entre os nomes citados espontaneamente pelos eleitores, Luciano Zucco foi mencionado por 10% dos consultados. Juliana Brizola apareceu com 6% das citações. Edegar Pretto obteve 2%.

Gabriel Souza, do MDB, e Eduardo Leite, do PSD, foram lembrados por 1% dos entrevistados cada um. Outros nomes somaram 3% das menções espontâneas.

Quando os nomes foram apresentados aos eleitores no primeiro cenário estimulado, Luciano Zucco alcançou 31% das intenções de voto. Juliana Brizola registrou 24%. Edegar Pretto obteve 19%.

Gabriel Souza ficou com 13% nesta configuração. Covatti Filho, do PP, apareceu com 3%. Marcelo Maranata, do PSDB, obteve 1%.

Os eleitores que declararam voto branco, nulo ou em ninguém somaram 4%. Outros 5% não souberam responder.

Na segunda simulação estimulada, Luciano Zucco ampliou sua vantagem para 35%. Juliana Brizola registrou 30%. Gabriel Souza obteve 16%.

Marcelo Maranata manteve 2% das intenções de voto. Neste cenário, 7% dos entrevistados declararam que votarão em branco, nulo ou em ninguém. O percentual de eleitores que não souberam responder ou não quiseram declarar preferência alcançou 10%.

Em uma terceira simulação de primeiro turno, sem a presença de Juliana Brizola entre as opções, Luciano Zucco obteve 36% das intenções de voto. Edegar Pretto ficou com 27%. Gabriel Souza registrou 17%.

Marcelo Maranata manteve 2% nesta configuração. Os votos brancos, nulos ou em ninguém somaram 8%. O percentual de eleitores indecisos ou que não responderam ficou em 10%.

A ausência de Juliana Brizola neste cenário beneficiou principalmente Edegar Pretto, que subiu de 19% no primeiro cenário para 27% nesta simulação. Luciano Zucco também apresentou crescimento, passando de 31% para 36%. Gabriel Souza teve aumento de 13% para 17%.

O Real Time Big Data elaborou três simulações de eventual segundo turno para o governo gaúcho. No confronto direto entre Luciano Zucco e Juliana Brizola, o candidato do PL obteve 40%. A candidata do PDT ficou com 37%.

Votos brancos, nulos ou em ninguém somaram 11%. Outros 12% não souberam responder. A diferença de três pontos percentuais coloca os dois candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos.

Na simulação entre Luciano Zucco e Edegar Pretto, o candidato do PL alcançou 43%. O petista ficou com 33%. Neste cenário, 11% declararam intenção de votar em branco, nulo ou em ninguém. Outros 13% não souberam responder ou não quiseram declarar preferência.

A vantagem de dez pontos percentuais de Zucco sobre Pretto supera a margem de erro. No confronto entre Juliana Brizola e Edegar Pretto, a candidata do PDT obteve 39%. O candidato do PT ficou com 30%.

Os votos brancos, nulos ou em ninguém somaram 14%. Outros 17% dos entrevistados não souberam responder. A diferença de nove pontos percentuais entre Brizola e Pretto também supera a margem de erro.

O instituto questionou os eleitores sobre em quais candidatos eles não votariam de forma alguma para o governo do Rio Grande do Sul. Edegar Pretto registrou o maior índice de rejeição, com 39% dos entrevistados declarando que não votariam nele em hipótese alguma.

Juliana Brizola apareceu com 38% de rejeição. Luciano Zucco obteve 36%. Gabriel Souza registrou 21% de rejeição.

Covatti Filho ficou com 18%. Marcelo Maranata teve 15% de rejeição. Apenas 3% dos entrevistados declararam que poderiam votar em todos os candidatos. Outros 3% não souberam responder.

Para as duas vagas ao Senado Federal pelo Rio Grande do Sul, o Real Time Big Data apresentou dois cenários estimulados. Na primeira configuração, Manuela D'Avila, do PSOL, e Marcel Van Hattem, do Novo, empataram numericamente com 18% cada. Sanderson, do PL, ficou com 17%.

Os três candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro. Paulo Pimenta, do PT, obteve 13%. Germano Rigotto, do MDB, registrou 12%.

Votos nulos ou em branco somaram 12%. Outros 10% dos entrevistados não souberam responder. Cada eleitor consultado poderia citar até dois candidatos nesta questão, refletindo o sistema eleitoral que permite a escolha de dois senadores.

Na segunda simulação para o Senado, quatro nomes apareceram empatados numericamente com 16% cada: Eduardo Leite, do PSD, Manuela D'Avila, Marcel Van Hattem e Sanderson. Paulo Pimenta manteve 13% das intenções de voto. Germano Rigotto obteve 11%.

A inclusão de Eduardo Leite provocou redistribuição dos percentuais entre os candidatos. Nesta configuração, 6% declararam intenção de votar nulo ou em branco. Outros 6% não souberam responder.

A presença do governador no cenário reduziu pela metade o percentual de votos nulos e brancos em comparação com a primeira simulação. A presença de candidatos do PSOL, Novo, PL, PT, MDB e PSD entre os principais nomes demonstra a diversidade de opções disponíveis ao eleitorado gaúcho.

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