Desigualdade: 83% dos funcionários públicos federais estão entre os 20% mais ricos do país

Quantas vezes você já ouviu alguém falar sobre os absurdos da desigualdade de renda e ao mesmo tempo que afirma que é preciso taxar e fiscalizar mais agressivamente os empresários "gananciosos" que ficam com a maior parte do que é produzido pelos trabalhadores?

Além desse argumento operar sobre a lógica falha de um velho sofisma marxista há muito refutado por longas linhas de economistas, dados recentes do Banco Mundial mostram que o principal gerador de desigualdade no Brasil é justamente o Estado, a entidade que muitos profetizam ser a solução para o problema.

Segundo o estudo, 83% dos funcionários federais estão entre os 20% mais ricos do país. Eles recebem em média 67% a mais que os funcionários da iniciativa privada. Em âmbito estadual, os salários dos funcionário públicos é, em média, 30% que os da iniciativa privada.

Quando o assunto é a previdência, esses funcionários beneficiam-se de 35% dos subsídios estatais, enquanto os 40% mais pobres ficam com 18% dos subsídios.

Os dados apontam uma realidade diametralmente oposta ao discurso mais difundido sobre o tema na cultura nacional, ainda mais quando paramos para pensar que o restante dos 20% mais ricos da população incluem criminosos apaziguados da alta cúpula política, como os líderes dos grupos JBS e Odebrecht.

Ou seja, do total dos 20% mais ricos da população, uma minúscula minoria é composta de empresários e funcionários honestos advindos da iniciativa privada. Portanto, ao inveś de passar pelo avanço estatal progressivos às riquezas alheias, a diminuição da desigualdade passa, na verdade, pela redução do Estado e de seu campo de atuação.

Matheus Dal'Pizzol

Palpites sobre o oblívio das virtudes

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