Tenente-coronel é preso acusado de assassinar brutalmente sua própria esposa policial
18/03/2026 às 13:34 Polícia
O avanço das investigações levou à prisão do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, nesta quarta-feira (18), em São Paulo. Ele é apontado como suspeito no caso da morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, registrada em fevereiro deste ano.
A detenção foi realizada por agentes da Polícia Civil paulista, que conduziram o oficial ao 8º Distrito Policial. Posteriormente, ele deverá ser transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, localizado na Zona Norte da capital, unidade destinada exclusivamente a membros da corporação. O militar permanecerá à disposição da Justiça durante o andamento do processo.
A solicitação de prisão foi baseada na avaliação de que a permanência do suspeito em liberdade poderia comprometer o curso das investigações. De acordo com as autoridades, a medida busca assegurar a integridade da apuração e evitar possíveis interferências.
No dia 10 de março, a Justiça de São Paulo determinou que o caso passasse a ser investigado sob a perspectiva de feminicídio, o que ampliou o escopo das diligências e a análise das circunstâncias da morte.
Segundo a versão apresentada por Geraldo Neto, sua esposa teria tirado a própria vida dentro da residência do casal no dia 18 de fevereiro, logo após uma discussão em que ele teria sugerido a separação. Ele afirmou que estava no banho no momento em que ouviu um disparo e, ao verificar, encontrou Gisele caída no chão da sala, já ferida.
Em declaração concedida à TV Record, o oficial negou envolvimento no ocorrido e descreveu a situação.
“Eu estava no banho e escutei um barulho forte. Não desliguei o chuveiro, apenas abri o box. Quando eu abri o box, eu abri um pedacinho da porta. Achei que ela estivesse em pé na porta do banheiro querendo falar comigo. Quando eu abri a porta, deu pra ver. Ela estava caída no meio da sala com a cabeça no chão. Tinha uma poça de sangue se formando ao lado da cabeça. Foi a cena mais traumatizante… a pior cena que já vi em toda a minha vida”, afirmou.
Entretanto, o laudo de exumação trouxe novos elementos à investigação. O relatório aponta a presença de lesões contundentes na região do pescoço da vítima, além de marcas na face.
“Existiram lesões na face e região cervical. São lesões contundentes por meio de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal (causadas pela unha)”, registra o documento técnico.
O mesmo laudo também destaca que não foram identificados sinais típicos de defesa no corpo da policial, informação considerada relevante pelos investigadores para a reconstrução dos fatos.
Em sua defesa, Geraldo Neto argumentou que as marcas observadas no pescoço da vítima poderiam ter sido provocadas anteriormente, durante um momento cotidiano envolvendo a filha de Gisele, uma criança de 7 anos, hipótese que também passou a ser analisada no conjunto das investigações.
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da Redação