Mendonça não permite jogada ousada da defesa de Vorcaro, mas sela acordo que previne delação e evita contestações

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O advogado Juca Lima, novo defensor de Vorcaro, se reuniu com o ministro André Mendonça e tentou uma jogada ousada. Pediu a a prisão domiciliar para o banqueiro. Mendonça negou pelas mesmas razões do voto da semana passada: Vorcaro integra organização criminosa que representa "perigosa ameaça" e obstrui investigações. Sem domiciliar.

Mas a reunião não foi em vão — pelo contrário. Foram selada as bases do que deve se tornar uma colaboração premiada. A ideia da defesa é que a delação seja firmada com aval conjunto da Polícia Federal e da PGR — modelo inédito nas grandes delações brasileiras, justamente para blindar o acordo de questionamentos futuros. Mendonça sinalizou positivamente. Vorcaro fica preso. Mas está prestes a falar. E quando falar — com PF e PGR chancelando cada palavra —, o que ele disser vai ser muito difícil de contestar.

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