Derrota de Marquinhos Trad para “buracos” demonstra que Bernal tinha razão

O prefeito da outrora ‘bela cidade’ de Campo Grande deve reconhecer sua derrota para os ‘buracos’ que infestam quase que a totalidade da malha asfáltica da cidade.

Logo que foi empossado, Marquinhos Trad garantiu que num prazo de 3 meses acabaria com os buracos de Campo Grande.

Fecha o primeiro ano de sua gestão com a buraqueira transformada em verdadeiras crateras.

Perdeu! Foi derrotado.

Voltando a 2012, quando foi eleito o antecessor de Marquinhos Trad, o ex-prefeito Alcides Bernal, o discurso que o levou à vitória naquele pleito prometia ‘acabar com o tapa-buraco em Campo Grande’. Uma mera solução paliativa, que sangra ardentemente os cofres públicos.

A meta era reconstruir gradativamente a cidade,  judiada durante 16 anos com o tal asfalto ‘casca de ovo’, implementado pelos ex-prefeitos, que utilizavam o ‘tapa buraco’ como fonte inesgotável de propina.

O golpe perpetrado por Puccinelli, Nelsinho Trad e outros menos graduados, fulminou a gestão de Bernal, que teve todo o seu planejamento prejudicado e a cidade arrasada no período em que ficou afastado do cargo.
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Quando Bernal retornou, teve que trabalhar arduamente para sanear os cofres públicos, manter compromissos básicos e a folha de pagamentos dos servidores.

A organização criminosa havia dilapidado as finanças municipais, arrasado com tudo e reinstalado a roubalheira generalizada e insana, que havia perdurado nas gestões de André e Nelsinho.

Hoje vemos com clareza que o ‘tapa buracos’ não tem mais a mínima condição de sequer minorar o problema do asfalto de Campo Grande.

Tapa-se um buraco aqui e abrem-se dois, três, quatro, mais adiante. Passados alguns dias, aquele buraco tapado volta a aparecer.

Marquinhos Trad precisa reconhecer que o asfalto ‘casca de ovo’ e milionário feito pelos ex-prefeitos André Puccinelli e Nelsinho Trad não suporta mais remendos.

Por outro lado, o restante da malha viária da cidade é coisa muito antiga, envelhecida pelo tempo.

Em suma, a malha viária de Campo Grande precisa ser totalmente reconstruída. Está definitivamente condenada e os grandes culpados são os chefes da organização criminosa que durante 16 anos administrou a cidade e que parece ter uma grande inserção sobre a atual gestão.
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Lívia Martins

Articulista e repórter
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