Cláudio Castro se manifesta após renunciar

Ler na área do assinante

Ao anunciar sua saída do comando do governo do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) declarou que encerra sua gestão com tranquilidade e sentimento de dever cumprido. A decisão foi comunicada após reunião com aliados na sede do Executivo estadual e, em seguida, tornada pública à imprensa.

A renúncia ocorre às vésperas da retomada, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de um julgamento que pode resultar em sua inelegibilidade. Nos bastidores, a medida já vinha sendo debatida há semanas e acabou consolidada como a alternativa mais adequada para evitar uma eventual cassação e reduzir os impactos políticos e jurídicos do processo.

Durante o pronunciamento de despedida, o ex-governador optou por não abordar diretamente a ação em tramitação no TSE. Em vez disso, destacou planos futuros e confirmou sua intenção de disputar uma vaga no Senado, além de agradecer aos apoiadores e fazer um balanço de sua trajetória no cargo.

“Hoje encerro meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Saio para ser candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida e de forma grata”, declarou.

Cláudio Castro também ressaltou o tom adotado em sua atuação política, afirmando ter mantido uma postura respeitosa tanto com adversários quanto com o governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Dialoguei com oposição e adversários. Não fiz política rasteira. Não ataquei a família dos outros. Minha relação com o governo federal, mesmo difícil, foi pautada pelo respeito. Não há uma postagem ou fala minha com apelidos ou questões jocosas. Sempre entendi que a população escolheu a mim e aquela outra pessoa. Seja prefeito, vereador, deputado. Mantive um nível, que nem sempre é visto. Pessoas usam palavras de baixo calão, desrespeitam. E em nenhum momento vocês me viram fazer isso”, afirmou.

Anunciado como pré-candidato ao Senado pelo PL ainda em fevereiro, Castro teria sido surpreendido, segundo aliados, pelo avanço do processo no TSE. O julgamento foi interrompido anteriormente por pedido de vista do ministro Nunes Marques, mas teve sua retomada marcada pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, para esta terça-feira (24/3).

Até o momento, dois votos já foram proferidos a favor da cassação do ex-governador e de sua inelegibilidade. A investigação envolve suspeitas de abuso de poder político e econômico, especialmente relacionadas à contratação de milhares de servidores temporários sem transparência.

Apesar do cenário, interlocutores próximos avaliam que ainda existe a possibilidade de candidatura ao Senado sub judice, caso haja condenação, enquanto eventuais recursos são analisados. Há também a expectativa de que a renúncia possa influenciar o desfecho do processo, ainda que especialistas considerem que a ação deve prosseguir normalmente.

Nos meios jurídicos e políticos, predomina a interpretação de que, mesmo com a saída do cargo, a eventual cassação perderia efeito prático, mas a inelegibilidade poderia ser mantida, dependendo do entendimento final da Corte.

A decisão de renunciar também desencadeia mudanças na estrutura administrativa do estado. Sem vice-governador — já que Thiago Pampolha deixou o posto anteriormente para assumir função no Tribunal de Contas —, será necessária a realização de uma eleição indireta para escolha de um governador temporário.

Esse novo mandatário será eleito pelos deputados estaduais e permanecerá no cargo até a posse do vencedor das eleições de outubro. Até lá, o comando do Executivo fluminense ficará sob responsabilidade interina do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, que deverá convocar o pleito em até 48 horas.

O processo eleitoral indireto, no entanto, enfrenta questionamentos jurídicos. Uma lei sancionada recentemente por Castro para regulamentar a disputa teve trechos suspensos pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), o que pode alterar o cenário das candidaturas.

Entre os pontos suspensos está o prazo de desincompatibilização, que previa a possibilidade de afastamento de cargos públicos até 24 horas após a vacância. A decisão pode dificultar a participação de nomes cotados para o mandato-tampão, como o de Douglas Ruas, ligado ao PL.

Além disso, também foi suspensa a regra que determinava votação aberta na eleição indireta. A defesa dessas normas foi apresentada por Cláudio Castro e pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que solicitaram a revisão da decisão ao STF.

Enquanto isso, o cenário político fluminense segue em transição, com articulações em curso tanto para a eleição indireta quanto para o pleito regular de outubro.

Acabam de surgir as primeiras camisetas de apoio ao pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro. Veja: 

Não fique fora dessa! Seja um dos primeiros a estampar a luta pelo Brasil. Para adquirir, basta clicar no link abaixo:

https://www.conteudoconservador.com.br/collections/camisetas

Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!

da Redação
Ler comentários e comentar
Ler comentários e comentar

Nossas redes sociais

Facebook

Siga nossa página

Seguir página

Twitter

Siga-nos no Twitter

Seguir

YouTube

Inscreva-se no nosso canal

Inscrever-se

Instagram

Siga-nos no Instagram

Seguir

Telegram

Receba as notícias do dia no Telegram

Entrar no canal

Rumble

Inscreva-se no nosso canal

Inscrever-se

Gettr

Siga-nos no Gettr

Seguir

Truth

Siga-nos no Truth

Seguir