
Operação da PF deflagrada hoje prende 21 pessoas em esquema de fraudes e mira CEO da Fictor

25/03/2026 às 11:01 Polícia

A Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax para investigar fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, estelionato e lavagem de dinheiro. A ação ocorre na manhã desta quarta-feira (25) em três estados. Agentes cumprem 21 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão.
Até o momento, 13 pessoas foram presas preventivamente. As investigações indicam que o valor total das fraudes pode superar R$ 500 milhões.
Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor, foi alvo de busca e apreensão. Luiz Rubini, ex-sócio do conglomerado, também está entre os investigados. O Grupo Fictor atua nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura.
Rubini esteve envolvido no escândalo do Banco Master. Ele tentou adquirir a instituição de Daniel Vorcaro antes da liquidação determinada pelo Banco Central em novembro.
Os mandados judiciais foram expedidos pela Justiça Federal de São Paulo. Agentes cumpriram as ordens em municípios paulistas como Rio Claro, Americana e Limeira. A operação também alcançou cidades no Rio de Janeiro e na Bahia.
A Justiça determinou o bloqueio e sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros. O valor total das medidas cautelares soma até R$ 47 milhões. A PF obteve autorização para rastreamento de ativos financeiros, incluindo quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas.
As apurações revelam que o esquema financeiro teria sido utilizado por empresários ligados ao Grupo Fictor. Integrantes do Comando Vermelho também teriam usado a estrutura. A organização criminosa teria movimentado e ocultado recursos de origem ilícita.
A investigação começou em 2024. A Polícia Federal identificou indícios de um esquema estruturado para obtenção de vantagens ilícitas. O grupo criminoso operava mediante a cooptação de funcionários de instituições financeiras. Empresas eram utilizadas para movimentação de valores e ocultação de recursos.
A organização empregava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos em sistemas bancários. Essa prática viabilizava saques e transferências indevidas. Os valores eram posteriormente convertidos em bens de alto valor e criptoativos. A conversão dificultava o rastreamento.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato qualificado e lavagem de dinheiro. Também podem ser acusados de gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva. Crimes contra o sistema financeiro nacional integram a lista de possíveis acusações. As penas somadas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.
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