Quebra de sigilo de Moraes e Viviane é protocolada por deputado

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Kim Kataguiri (Missão-SP) protocolou dois requerimentos na CPMI do INSS. Os documentos solicitam a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado. O deputado federal apresentou os pedidos na terça-feira (24).

Viviane Barci de Moraes é sócia do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados. A advogada recebeu R$ 80,2 milhões do Banco Master por 22 meses de serviços prestados à instituição. O Banco Central liquidou a instituição financeira, vinculada a Daniel Vorcaro, em novembro de 2025. O cálculo foi feito com base em detalhes contratuais que circulam desde dezembro de 2025.

O parlamentar solicitou ao Coaf a elaboração de Relatórios de Inteligência Financeira sobre Viviane Barci de Moraes. O pedido abrange a quebra de sigilos bancário e fiscal para rastrear a origem e o destino dos recursos recebidos pela advogada. A investigação busca mapear o fluxo completo das movimentações financeiras relacionadas aos valores transferidos.

O segundo requerimento visa verificar eventual conexão patrimonial entre o ministro Alexandre de Moraes e os valores movimentados por sua esposa. Kataguiri afirma que é necessário apurar se houve comunhão de recursos entre o casal. A investigação também pretende identificar possível trânsito de valores entre contas ou uso das quantias para aquisição de bens em nome do magistrado.

"A necessidade da transferência dos sigilos bancário e fiscal do Sr. Alexandre de Moraes fundamenta-se na conexão direta com a investigação de sua cônjuge, que figura como beneficiária de repasses atípicos da referida instituição financeira", escreveu Kataguiri no documento protocolado na CPMI.

O ministro André Mendonça estabeleceu prazo de 48 horas para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), realizar a leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS. O prazo começou a contar a partir de segunda-feira (23). A previsão inicial estabelecia a leitura do relatório final para 28 de março.

O Supremo Tribunal Federal deverá deliberar sobre a continuidade dos trabalhos do colegiado. A decisão será tomada em sessão presencial. A prorrogação dos trabalhos da comissão parlamentar mista de inquérito depende da análise dos ministros da corte.

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