
AO VIVO: Desaprovação recorde de Lula faz Planalto entrar em desespero às vésperas das eleições (veja o vídeo)

26/03/2026 às 06:50 Opinião

A poucos meses de enfrentar mais um teste nas urnas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega ao momento mais delicado de seu terceiro mandato: a deterioração consistente de sua imagem junto à população.
Levantamento recente do PoderData indica que a desaprovação do presidente atingiu patamares elevados, consolidando uma tendência de desgaste ao longo dos últimos dois anos. No início de 2026, Lula já aparecia com 57% de desaprovação, enquanto apenas 34% aprovavam seu desempenho pessoal.
O dado não é isolado. Diferentes institutos vêm apontando o mesmo movimento: pesquisas recentes mostram índices de desaprovação na casa de 50% ou mais, com avaliações negativas superando consistentemente as positivas.
TENDÊNCIA DE QUEDA CONTÍNUA
O mais relevante não é apenas o número absoluto — é a trajetória. A avaliação do presidente vem piorando desde 2024, ampliando a distância entre aprovação e desaprovação. Essa diferença praticamente dobrou no período, sinalizando perda de capital político em um momento crítico.
Além disso, há um dado estratégico: a imagem pessoal de Lula é hoje pior do que a avaliação do próprio governo, o que indica desgaste direto da liderança — e não apenas insatisfação com políticas públicas.
IMPACTO DIRETO NO CENÁRIO ELEITORAL
Esse cenário cria um problema imediato para o Palácio do Planalto. A eleição que se aproxima tende a ser marcada por disputa acirrada, e o presidente já aparece enfrentando:
• rejeição elevada entre eleitores
• dificuldade de ampliar base fora de redutos tradicionais
• perda de vantagem narrativa
Pesquisas paralelas mostram que mais da metade dos brasileiros já afirma que Lula não merece reeleição, reforçando o ambiente adverso.
PLANALTO SOB PRESSÃO
Internamente, o avanço da desaprovação pressiona o governo a reagir em três frentes:
1. Comunicação – tentativa de reverter percepção negativa
2. Economia – principal vetor de recuperação de imagem
3. Base política – manutenção de apoio no Congresso
O problema é que tempo, principal ativo de qualquer campanha, começa a se tornar escasso.
O RISCO ESTRATÉGICO
Entrar em um ano eleitoral com rejeição acima da aprovação não é apenas um dado estatístico — é um sinal de alerta estratégico.
Historicamente, presidentes que chegam a esse estágio enfrentam dois caminhos:
• recuperação rápida com base em entregas concretas
• ou campanha defensiva, tentando conter perdas
Hoje, os números indicam que o governo ainda não conseguiu reverter a tendência.
E em política, tendência — quase sempre — pesa mais do que o retrato do momento.
Veja o vídeo:
Emílio Kerber Filho
Escritor e Estrategista Político. Autor do livro: 20 Dias para a Vitória: Os bastidores de uma campanha surpreendente e as estratégias que levaram à vitória eleitoral











