AO VIVO: Desaprovação recorde de Lula faz Planalto entrar em desespero às vésperas das eleições (veja o vídeo)

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A poucos meses de enfrentar mais um teste nas urnas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega ao momento mais delicado de seu terceiro mandato: a deterioração consistente de sua imagem junto à população.

Levantamento recente do PoderData indica que a desaprovação do presidente atingiu patamares elevados, consolidando uma tendência de desgaste ao longo dos últimos dois anos. No início de 2026, Lula já aparecia com 57% de desaprovação, enquanto apenas 34% aprovavam seu desempenho pessoal.  

O dado não é isolado. Diferentes institutos vêm apontando o mesmo movimento: pesquisas recentes mostram índices de desaprovação na casa de 50% ou mais, com avaliações negativas superando consistentemente as positivas.  

TENDÊNCIA DE QUEDA CONTÍNUA

O mais relevante não é apenas o número absoluto — é a trajetória. A avaliação do presidente vem piorando desde 2024, ampliando a distância entre aprovação e desaprovação. Essa diferença praticamente dobrou no período, sinalizando perda de capital político em um momento crítico.  

Além disso, há um dado estratégico: a imagem pessoal de Lula é hoje pior do que a avaliação do próprio governo, o que indica desgaste direto da liderança — e não apenas insatisfação com políticas públicas.  

IMPACTO DIRETO NO CENÁRIO ELEITORAL

Esse cenário cria um problema imediato para o Palácio do Planalto. A eleição que se aproxima tende a ser marcada por disputa acirrada, e o presidente já aparece enfrentando:

        •      rejeição elevada entre eleitores

        •      dificuldade de ampliar base fora de redutos tradicionais

        •      perda de vantagem narrativa

Pesquisas paralelas mostram que mais da metade dos brasileiros já afirma que Lula não merece reeleição, reforçando o ambiente adverso.  

PLANALTO SOB PRESSÃO

Internamente, o avanço da desaprovação pressiona o governo a reagir em três frentes:

        1.    Comunicação – tentativa de reverter percepção negativa

        2.    Economia – principal vetor de recuperação de imagem

        3.    Base política – manutenção de apoio no Congresso

O problema é que tempo, principal ativo de qualquer campanha, começa a se tornar escasso.

O RISCO ESTRATÉGICO

Entrar em um ano eleitoral com rejeição acima da aprovação não é apenas um dado estatístico — é um sinal de alerta estratégico.

Historicamente, presidentes que chegam a esse estágio enfrentam dois caminhos:

        •      recuperação rápida com base em entregas concretas

        •      ou campanha defensiva, tentando conter perdas

Hoje, os números indicam que o governo ainda não conseguiu reverter a tendência.

E em política, tendência — quase sempre — pesa mais do que o retrato do momento.

Veja o vídeo:

Foto de Emílio Kerber Filho

Emílio Kerber Filho

Escritor e Estrategista Político. Autor do livro: 20 Dias para a Vitória: Os bastidores de uma campanha surpreendente e as estratégias que levaram à vitória eleitoral

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