Senador é investigado por falsidade ideológica em esquema de utilização de “laranja”

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A Polícia Civil de São Paulo está investigando o senador Alexandre Luiz Giordano (Podemos-SP) por falsidade ideológica. Carlos dos Santos Alves, ex-funcionário do político, registrou boletim de ocorrência alegando ter sido usado como "laranja" em uma sociedade empresarial. A denúncia foi formalizada em 5 de novembro de 2024 no 39° Distrito Policial, na Vila Gustavo, Zona Norte da capital paulista.

Carlos dos Santos Alves declarou no registro policial que seu nome foi incluído na sociedade de uma empresa pertencente a Giordano sem sua autorização. O ex-funcionário também acusa o senador de ter falsificado sua assinatura em documentos relacionados à transferência de pontos de infrações de trânsito. A investigação tramita paralelamente ao episódio em que Alexandre Giordano foi flagrado pela Polícia Militar tentando dar uma "carteirada" na segunda-feira, dia 23 de março.

Na ocasião do flagrante pela PM, o senador dirigia sem Carteira Nacional de Habilitação e com o giroflex acionado. O veículo do parlamentar circulava sem placas.

A empresa citada na denúncia é a Maclix Gerenciamento de Resíduos Industriais Ltda. A companhia foi fundada em 2011. Segundo o relato de Alves aos investigadores, ele manteve vínculo empregatício com o atual senador durante 17 anos, de 2007 até 2024.

Em 2018, conforme seu depoimento, Giordano o convocou para assinar papéis referentes a uma rescisão trabalhista. O senador informou que Alves seria recontratado por outra companhia do mesmo grupo empresarial. Meses após assinar os documentos, o ex-funcionário retornou ao escritório. Descobriu que constava como sócio da Maclix.

Durante seu depoimento no 39° DP, Alves relatou o método utilizado pelo senador para obter as assinaturas. "Sempre que o Alexandre (Giordano) solicitava assinaturas, ele usava tons ameaçadores, deixando sobre a mesa uma arma de fogo", declarou o ex-funcionário aos policiais responsáveis pela investigação.

Em 2022, Carlos dos Santos Alves foi contratado para atuar no Senado Federal. Ele ocupou o cargo de auxiliar parlamentar no escritório político de Alexandre Giordano situado em São Paulo. Dados públicos indicam que a primeira remuneração recebida por Alves foi de R$ 6.747. O último pagamento registrado ocorreu em setembro de 2024, no valor superior a R$ 8 mil.

O processo investigativo não contém informações sobre se os salários eram efetivamente recebidos pelo então funcionário. Em seu depoimento à Polícia Civil paulista, Alves forneceu detalhes sobre as condições de sua contratação para o gabinete senatorial.

"Ele (Giordano) me chamou em seu escritório e disse que iria me registrar como um auxiliar parlamentar pelo seu gabinete no Senado Federal, embora eu continuasse trabalhando como ajudante de obras em São Paulo nas empresas dele", afirmou o ex-funcionário.

Após o registro do boletim de ocorrência e o depoimento de Carlos dos Santos Alves, os investigadores iniciaram procedimentos para intimar Alexandre Giordano. O objetivo era que o senador prestasse esclarecimentos sobre as acusações apresentadas. Desde meados do ano passado, quando as intimações começaram a ser expedidas, o parlamentar não foi localizado pelas autoridades policiais.

O advogado de defesa do senador compareceu ao distrito policial em duas oportunidades distintas. Nas ocasiões, o defensor informou que apresentaria seu cliente para prestar depoimento. O advogado não retornou posteriormente. Também não agendou nova data para a oitiva de Giordano junto aos investigadores responsáveis pelo caso.

Na segunda-feira, dia 23 de março, o delegado Roberto Salomão Júnior concluiu o relatório final das investigações. O documento foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo, com ciência ao Poder Judiciário. A finalização do inquérito ocorreu no mesmo dia em que Alexandre Giordano tentou dar uma "carteirada na PM" após ser abordado pelas irregularidades de trânsito.

Com o encaminhamento do caso ao Ministério Público, caberá ao órgão intimar novamente o senador Alexandre Luiz Giordano. A partir da análise do relatório policial, o MP decidirá sobre o oferecimento de denúncia criminal contra o parlamentar pelas acusações de falsidade ideológica e ameaça apresentadas por Carlos dos Santos Alves.

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