A intervenção providencial e demolidora do trio de atacantes do “STF Futebol Clube”

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Enche meu coração e eleva a minha alma a intervenção do ministro e organizador de eventos para empresários, Gilmar Mendes, na sessão que, na prática, enterrou a CPI do INSS. Se você não se emocionou com a ira institucional santa do ministro contra as quebras ilegais de sigilo, apontando a “falta de escrúpulos” dos parlamentares, é porque já está morto por dentro.

O milionário ministro Alexandre de Moraes, então, não teve papas na língua e deu o nome aos bois. Além de ser “abominável”, a quebra de sigilo que revelou o contrato do escritório de sua esposa e as mensagens trocadas com Vorcaro de “criminoso”. Isso é que é coragem, senhores. A coragem de não ter medo do ridículo.

Flávio Dino completou o triunvirato da guarda pretoriana em defesa do Estado Democrático de Direito brasileiro. As quebras de sigilo lembrariam as investigações do “período da ditadura”. Nada menos. No Brasil, o “reductio ad hitlerum” se transforma no “reductio ad dictaturam”, encerrando qualquer discussão.

O restante do colegiado, com a excessão vergonhosa de Mendonça e Fux, alinhou-se à defesa do pleno Estado Democrático de Direito brasileiro. O discurso, sempre o mesmo: a CPI é um direito líquido e certo da minoria no Congresso, MAS, o Supremo não deve se imiscuir em assuntos internos de outro Poder da República. Curioso que essa mesma leitura não foi feita quando da decisão monocrática de Gilmar Mendes, anulando a quebra de sigilo do fundo que comprou uma participação no Toffoli Inn. Nem quando, também monocraticamente, o ministro Flávio Dino anulou a quebra de sigilo de Lulinha.

Mais curioso ainda, é que aquelas decisões monocráticas ficaram por isso mesmo, enquanto a decisão monocrática de Mendonça foi logo objeto de uma sessão plenária para deliberação do colegiado. Édson Fachin, a quem cabe a convocação da sessão, mostrou a que veio. Vai ver, trata-se de uma dessas situações “excepcionalíssimas”, no dizer da inefável Carminha, em que a Constituição aponta para um lado e os supremos decidem para o outro. Sempre, e acima de tudo, em defesa das Instituições Democráticas Brasileiras.

Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.

A Magnitsky caiu, mas um dos maiores medos de Moraes ainda está disponível para o povo: o polêmico livro "Supremo Silêncio". A perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros absurdos que começaram no famigerado Inquérito das Fakes News foram expostos! Se apresse, a censura está de olho nessa obra! Clique no link abaixo:

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Veja a capa:

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