Michel Temer faz como o PT e agora apela para a “vitimização”

O melhor negócio na ‘politicagem’ é a tal da vitimização.

O presidente Michel Temer resolveu adotar a prática.

Com emoção e direito a lágrimas nos olhos, em entrevista na Rádio Bandeirantes, ele narra o sofrimento de sua família com as denúncias de que foi alvo a partir de maio, após a divulgação das gravações de Joesley Batista.

‘No sofrimento, a família me deu apoio e insistiu para que não renunciasse. Hoje os detratores estão presos ou desmoralizados e foram desmascarados por vários depoimentos, até deles próprios”.
Não para ai, o presidente:
‘Todos da minha família se angustiaram muito com tudo isso, mas estavam amparados pela verdade, mas não foi fácil’.
E prossegue no roteiro de buscar o envolvimento da família, o sofrimento, as ‘mentiras’ dos 'canalhas' e se gabar de sua ‘honestidade’. Com quem parece?
“Eles diziam ‘você tem de resistir, conhecemos você’”, lembra Temer com emoção, “mas na intimidade sofreram muito com as injustiças”.
“Recebi muito amparo, muita força na família: minha mulher, meu filho, minhas filhas, meu irmão”.
É, sem dúvida, o roteiro da vitimização.

Nada melhor para refrescar a memória presidencial, que a transcrição de recente declaração do ministro Luís Roberto Barroso:

“Eu ouvi o áudio: ‘Temos que manter isso aí, viu?’, vi as malas de dinheiro, vi a corridinha na televisão… Vivemos uma tragédia brasileira… Não acho que há investigação irresponsável. Há um país que se perdeu pelo caminho, naturalizou coisas erradas e temos o dever de enfrentar isso e de fazer um novo país e ensinar as novas gerações que a honestidade vale a pena”.
Abaixo, veja o vídeo:

da Redação

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