O povo empobrece e o poder enriquece: um padrão que se repete na esquerda
01/04/2026 às 19:57 Opinião
Ao observar determinados países ao redor do mundo, surge uma inquietação difícil de ignorar: por que, em alguns regimes políticos, a promessa de igualdade termina em escassez para muitos e concentração de poder — e riqueza — para poucos?
A pergunta não é ideológica. É prática.
UM PADRÃO QUE SE REPETE
Países como Venezuela, Cuba e Coreia do Norte, cada um à sua maneira, compartilham características que chamam atenção:
- forte centralização do poder
- controle estatal sobre setores estratégicos
- limitação da iniciativa privada
- e baixa transparência institucional
Os resultados, em muitos casos, também apresentam semelhanças.
Na Venezuela, por exemplo, a economia sofreu um colapso severo, com perda expressiva do PIB e inflação descontrolada, afetando diretamente o poder de compra da população (El País).
Em Cuba, a própria realidade econômica atual revela dificuldades estruturais profundas, com escassez, baixa produção e migração em massa em busca de melhores condições de vida (El País).
Relatórios independentes indicam ainda níveis elevados de pobreza, com grande parte da população enfrentando dificuldades básicas para viver (Gazeta do Povo).
A esquerda continua vendendo o que não tem e não quer entregar. Principalmente baseado nas colunas básicas do conservadorismo que são: A FAMILIA, A LIBERDADE e a FÉ.
O conhecimento básico transmitido é pífio e as informações que chegam até ao povo apenas edificam e endeuzam seus líderes para que a população continue adorando e achando que está tudo bem.
A PROMESSA E A REALIDADE
O discurso que sustenta esses modelos costuma ser semelhante:
- Igualdade
- justiça social
- distribuição de riqueza
Na prática, porém, o que frequentemente se observa é um fenômeno diferente:
- concentração de poder nas mãos do Estado
- elite política fortalecida
- população dependente de estruturas controladas
E quando o Estado se torna o principal distribuidor de recursos, o risco é evidente: Quem controla o sistema, controla tudo.
QUEM SE BENEFICIA?
Em sistemas altamente centralizados, a linha entre gestão pública e poder político se torna tênue.
E isso abre espaço para uma dinâmica perigosa:
- poucos decidem
- poucos controlam
- poucos acumulam
Enquanto isso, grande parte da população enfrenta restrições econômicas, limitações de oportunidades e dependência crescente, além de fome e intolerância às cobranças.
O CASO DA CHINA E RÚSSIA: UMA VARIAÇÃO DO MODELO
China e Rússia apresentam uma nuance importante.
Embora mantenham forte controle estatal e político, adotaram — em maior ou menor grau — mecanismos de mercado.
Isso gerou crescimento econômico em determinados períodos, especialmente no caso chinês.
Mas ainda assim, permanecem características comuns:
- concentração de poder
- limitação de liberdades
- e forte influência estatal na economia
Ou seja: o modelo muda na forma… mas mantém traços na essência.
O IMPACTO NO CIDADÃO COMUM
No fim das contas, a questão não é teórica. É cotidiana.
Quando economias perdem dinamismo, quando oportunidades diminuem e quando o acesso a bens básicos se torna difícil, quem sofre não é o sistema político — é o povo.
E esse sofrimento não aparece apenas em números.
Ele aparece em filas, escassez, migração e perda de esperança.
A PERGUNTA QUE NÃO PODE SER IGNORADA
Diante desses exemplos, a reflexão se impõe:
- por que modelos que prometem igualdade frequentemente produzem escassez?
- por que estruturas que falam em justiça acabam concentrando poder?
A resposta pode não ser simples —mas o padrão é visível.
E ignorar padrões, na história, costuma ter um custo alto.
Jayme Rizolli
Jornalista.