Pressa repentina de Lula na indicação de “Bessias” tem objetivo calculado

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É natural que indicações do chefe do Executivo ao Supremo sigam a sua orientação pessoal em temas perenes. Discussões morais (ex.: aborto), de costumes (ex.: ideologia de gênero), de processos penais (ex.: política de segurança) e de política econômica (ex.: reforma trabalhista) são atemporais, e é legítimo que o presidente da hora queira moldar essas discussões no Supremo a partir de sua própria visão de mundo.

Mas, na indicação de Jorge Messias, o cálculo é outro: completar o quórum da Corte com um aliado político, de modo a não levar mais “sustos”, como no caso da CPI do INSS. Precisa ser rápido, antes que a delação de Vorcaro ateie fogo no circo. Quer dizer, a indicação de um magistrado da mais alta corte do País, que, pelas regras atuais, ficará lá ditando os nossos destinos por uns 30 anos, segue o cálculo político do governo de plantão. E o colunismo político acha isso tudo muito normal, descreve o movimento como se estivesse narrando um jogo de futebol modorrento.

Sou daqueles que creem que não há saída fora da política e das instituições. Sempre que se tentou algo diferente, fosse por meio de um golpe, fosse pela eleição de um suposto outsider antipolítico, a experiência terminou de maneira melancólica. A democracia, como disse Churchill, é o pior sistema, com exceção de todos os outros. E ele se referia à democracia representativa, não a um arremedo em que um populista, uma junta militar ou a vanguarda do proletariado conversa diretamente com o povo. É na cacofonia das diversas vozes da sociedade representadas nós Poderes instituídos que temos a nossa melhor chance de avançar.

Mas para a democracia funcionar como canal dos anseios do povo, é necessário que as elites políticas, aquelas escolhidas para operar as instituições, tenham noção da responsabilidade de sua missão. Ao usar as instituições para o seu bem particular (a isso chamamos de patrimonialismo), os políticos (e aqui incluo os membros dos tribunais superiores) abastardam a democracia. Depois, vão culpar as “redes sociais” e as “fake news” pela popularização de ideias antidemocráticas.

Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.

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